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Auxílio Brasil vai subir para R$ 600. Veja quando e quem vai poder receber

FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirmou nesta sexta-feira (24) que deverá incluir no relatório sobre a PEC dos Combustíveis a ampliação do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. Esse aumento deve custar R$ 21,6 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano. De acordo com o relator, o benefício turbinado deve começar a ser pago a partir de agosto, em cinco parcelas.

Além disso, o relatório ainda ganhará um “Auxílio Gás” para o valor de um botijão a cada dois meses e um voucher de R$ 1 mil para atender caminhoneiros e transportadores autônomos e compensa os estados pela redução da alíquota do ICMS que incide sobre o etanol – essa última medida ainda está tendo discussões aprofundadas.

O senador acrescentou que não há restrições da legislação eleitoral para a ampliação dos valores do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás. “Como são programas que já existem, não ferem o princípio da anualidade, assim como a gratuidade do idoso no transporte público”, disse, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (24) por videoconferência.

Bolsonaro fala sobre aumento do Auxílio Brasil para R$ 600

Bezerra disse ainda que há baixa probabilidade de zerar fila do Auxílio Brasil ainda no segundo semestre deste ano. A discussão ocorre dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis que prevê turbinar benefícios sociais.

“Nossas reflexões estão muito no sentido de valorizar uma decisão do Supremo e dar mais força ao comando de que se evite a formação de fila, mas com muita baixa probabilidade de que a gente de fato possa avançar para zerar a fila nesse segundo semestre”, afirmou.

De acordo com Bezerra, os senadores buscam um mecanismo que possa assegurar que a fila seja zerada. Contudo, ele ressaltou que o auxílio é transitório e emergencial, tendo vigência apenas até dezembro, o que dificulta a resolução do problema. “Zerar a fila significa você colocar para dentro do programa de forma permanente e nós estamos aqui tratando de um auxílio transitório e emergencial”, pontuou o senador.

Segundo ele, existem esforços no Senado para encontrar uma maneira de criar algum tipo de mecanismo no texto constitucional para evitar que as filas sejam criadas. Caso o mecanismo seja implementado, o senador avalia que será possível inserir no programa quase 1 milhão famílias que hoje estão aguardando para serem cadastradas e contempladas pelo Auxílio Brasil.

Da redação do PortalPE10, com informações do JC Online

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