Petrolândia Notícias: Sindicato denuncia corte nos salários das merendeiras terceirizadas no Sertão após orientação do Governo de Pernambuco

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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Sindicato denuncia corte nos salários das merendeiras terceirizadas no Sertão após orientação do Governo de Pernambuco

A situação das merendeiras terceirizadas pelo Governo de Pernambuco segue complicada. Depois da celeuma sobre algumas demissões, agora as profissionais que atuam nas escolas estaduais da região do São Francisco estão sofrendo no bolso.

O Sindicato Intermunicipal dos Empregados em Empresas de Asseio, Limpeza Urbana, Locação de Mão de Obra, Administração de Imóveis, Condomínios de Edifícios Residenciais e Comerciais da Região do Sertão do Estado de Pernambuco (Siemaco) relata que elas tiveram cortes nos salários e até hoje não foram pagas integralmente.

“O governador de Pernambuco fez a suspensão do contrato das merendeiras e orientou as empresas a não pagar o salário delas. O pessoal está numa situação muito difícil, já ganham pouco e pagaram descontando”, diz o presidente do Siemaco, João Soares.

Ordem para ficar em casa

Soares relatou que a ordem para ficar em casa veio de cima, portanto, não há sentido na punição às merendeiras. E toda a situação foi criada pelo Estado não apenas no Sertão, onde cerca de 600 trabalhadoras foram punidas.

“Elas não têm culpa de ficarem em casa, eles que mandaram ficar. Já providenciamos todas as medidas. Nosso jurídico já informou que eles não podem fazer isso, não podem descontar. É uma situação diferente do ano passado. Elas ficaram em casa, mas o Governo contribuiu com 70% e a empresa com 30%. No mês de março e abril, não tinha esse incentivo do Governo Federal. Só em maio que saiu uma nova Medida Provisória e esse pessoal está prejudicado”, relatou.

Paralisação 

Com salários de março e abril cortados, as merendeiras voltaram ao trabalho neste mês de maio. E apesar das tratativas do Siemaco, o valor integral não foi quitado. Sem respostas das empresas terceirizadas, já há indicativo de paralisação.

“Voltaram a trabalhar, mas com muita dificuldade. Cortaram a alimentação, cortaram o salário. Estamos analisando a questão de sinalização de uma paralisação. Estamos solicitando um prazo para esse pagamento. Nós cobramos da empresa, mas o Governo tem que assumir também. A empresa é contratada para fornecer merendeira e o Governo quer que eles [a empresa] paguem”, destacou.

Via PE Notícias