Petrolândia Notícias: Contra Lula, Bolsonaro testa retórica anticorrupção e tenta consolidar eleitor conservador

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sábado, 17 de abril de 2021

Contra Lula, Bolsonaro testa retórica anticorrupção e tenta consolidar eleitor conservador


Contra uma provável candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi aconselhado a se antecipar na articulação à reeleição para evitar que o petista avance sobre grupos de eleitores que apoiaram a sua eleição em 2018.

Antes mesmo de o Supremo Tribunal Federal ter tornado Lula elegível para 2022, o petista já vinha mantendo diálogo informal com setores empresariais e com denominações católicas e, agora, tem tentado uma aproximação com o eleitorado evangélico, que ainda representa parcela relevante do apoio a Bolsonaro.

O movimento do petista preocupou deputados e senadores governistas que, desde o início deste mês, têm alertado o presidente sobre a necessidade de ele fazer uma contraofensiva.

O jantar com um grupo de empresários, promovido no início de abril, foi o primeiro movimento do presidente na tentativa de desarmar uma ameaça de debandada.

A ideia é que o encontro, articulado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, com a ajuda do empresário João Camargo (Grupo Alpha), seja realizado bimestralmente a partir de agora. E que, nas próximas edições, inclua perfis diferentes de empresários, muitos dos quais não afinados ao presidente.

Um dos nomes que está no radar do governo, segundo assessores palacianos, é Josué Alencar, da Coteminas. Lula já sinalizou a integrantes do centrão o interesse em ter como candidato a vice o filho do seu vice-presidente José Alencar e empresário filiado ao PL, partido da base aliada de Bolsonaro.

Além do esforço para evitar perda de apoio no setor empresarial, o presidente avalia fazer, no segundo semestre, uma espécie de périplo por templos evangélicos e reforçar já neste momento que, desta vez, cumprirá a promessa de indicar um jurista “terrivelmente evangélico” para o Supremo.

Adventista, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, tem ganhado força junto à equipe do presidente e a denominações evangélicas para substituir o ministro Marco Aurélio Mello, que completará 75 anos em julho e deixará o STF.

Como mostrou a última edição do Datafolha, eleitores que se identificam como evangélicos ou empresários estão entre os que menos rejeitam o governo.

O receio, no entanto, é que o agravamento da pandemia e a escalada da crise política com a instalação da CPI da Covid possam levar parcela desse eleitorado a migrar para candidaturas oposicionistas.

Para evitar esse movimento, diante da queda de aprovação do governo, Bolsonaro voltou a encampar a retórica anticorrupção, usada por ele na última campanha eleitoral.

A ideia, que ele começou a explorar na sua live semanal na última quinta-feira (15), é associar uma eventual vitória de Lula à ameaça de novos escândalos de corrupção no país.

“Se o Lula voltar pelo voto direto, pelo voto auditável, tudo bem. Agora, veja qual vai ser o futuro do Brasil com o tipo de gente que ele vai trazer para dentro da Presidência”, afirmou Bolsonaro.

“Querem criticar meu governo, fiquem à vontade, mas puxem um pouquinho pela memória para ver como o Brasil era conduzido no passado”, disse.

Segundo deputados governistas, pesquisas recentes feitas por partidos da base aliada mostraram que a corrupção ainda é um assunto que preocupa o brasileiro. Elas apontam, contudo, que o tema se tornou lateral diante da preocupação com a saúde pública.

Via PE Notícias

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