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segunda-feira, 15 de março de 2021

Paulo Câmara anuncia, hoje, endurecimento das medidas


Paulo Câmara anunciou uma série de medidas de socorro à economia no final de semana - HEUDES RÉGIS/SEI

No Governo do Estado, já não se nega a tendência de endurecimento das medidas de combate à Covid-19 em Pernambuco e elas serão anunciadas ainda nesta segunda-feira (15). Uma coreografia vem sendo feita, nos últimos dias, no sentido de proporcionar ações de socorro a setores da economia como uma prévia, segundo quem acompanha de perto os movimentos dos próximos passos, que incluem restrição mais ampla das atividades, até agora, resumidas apenas aos finais de semana. 

As novas regras devem começar a valer a partir da próxima quarta-feira (17), quando também se encerra o prazo do último decreto, determinando  só serviços essenciais das 20h às 5h de segunda à sexta-feira, além fechamento total das atividades não essenciais nos finais de semana. Auxiliares não cravam se haverá exatamente um novo lockdown, mas dão conta de aumento substancial das restrições.

Ao longo do final de semana, o governador Paulo Câmara anunciou uma série de providências, a exemplo da prorrogação, por 120 dias, dos prazos de pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado no âmbito do Simples Nacional. Isso inclui microempresas e o microempreendedores. De acordo com o secretário da Fazenda, Décio Padilha, a medida, anunciada no sábado (13), representa mais de R$ 26 milhões por mês para o Estado. 

Após reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, no último domingo, o governador anunciou ainda a criação de uma nova linha de crédito emergencial específica para micro e pequenas empresas. Serão liberados empréstimos de até R$ 50 mil por empresa, parcelados em até 30 meses, com prazo máximo de seis meses de carência para começar a pagar. O empréstimo será feito pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), o investimento será da ordem de R$ 10 milhões.

Nessa sequência, o Estado comunicou ainda a suspensão da cobrança da tarifa social de água por um período de três meses. A ação beneficia, de modo direto, aproximadamente 600 mil pessoas e representa um impacto de R$ 4,5 milhões nos cofres do Estado, ou seja, R$ 1,5 milhão por mês.

Em sua rede social, o governador Paulo Câmara fez um balanço, também nesse domingo (15), das ações adotadas no sentido de socorrer a economia. Em seu Twitter, realçou o seguinte: "Os setores produtivos, que geram emprego e renda, também são muito impactados pela pandemia. Estamos adiando pagamento de tributos e facilitando recuperação de crédito. O esforço é coletivo, todos sofrem com os efeitos da crise".

O governador reforçou ainda: "Nós garantimos o 13º do Bolsa Família, suspendemos cobrança de tarifa social da água, criamos linha de crédito para pequenas e microempresas. Temos que seguir juntos, proteger vidas e superar esse desafio que é de todos nós".

Na esteira, o socialista pediu "consciência" a todos "da gravidade da crise que o país enfrenta". E defendeu que é preciso "fazer disso uma ação concreta, fazer o certo".Detalhou: "Se proteger e proteger o outro. O único caminho para vencer a pandemia é cuidar, se cuidar e dizer sim à vacina".

ALERTAS

Com o calendário marcando um ano da confirmação do primeiro caso de Covid-19 em Pernambuco, o secretário de Saúde, André Longo, terminou a semana passada, fazendo uma série de alertas para algumas variáveis: "aceleração acentuada da doença", "forte escalada dos indicadores" e consequente "pressão muito grande sobre o sistema de saúde". Sinalizou para situação de "muita gravidade nos próximos dias e semanas com a perspectiva da falta de leitos". 

Como a coluna cantara a pedra, governistas já apontavam para a coexistência de duas correntes no governo. Se André Longo alertava para a "pressão sobre o sistema de Saúde", de outro lado, auxiliares relatavam o esforço de Décio Padilha "para pagar a conta dos leitos" e observavam que uma ginástica vinha se dando no sentido de evitar um novo lockdown, o que representaria um nocaute na arrecadação.

Por Renata Bezerra de Melo

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