Petrolândia Notícias: Bolsonaro critica restrições em São Paulo e Brasília e fala em risco de invasões a supermercados e greves

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sexta-feira, 12 de março de 2021

Bolsonaro critica restrições em São Paulo e Brasília e fala em risco de invasões a supermercados e greves


Um dia após adotar tom moderado ao falar da pandemia, usar máscara em público e defender a vacinação, o presidente Jair Bolsonaro criticou duramente as restrições impostas por governadores para tentar conter o avanço da covid-19 no País, que classificou como “irresponsabilidades”. Durante participação virtual em reunião no Senado, nesta quinta-feira (11), Bolsonaro citou a possibilidade de invasões a supermercados, fogo em ônibus e greves em função do lockdown.

O presidente da República participou do evento enquanto estava no Palácio do Planalto, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes. Diferentemente de ontem (quarta-feira), Bolsonaro não usava máscara, enquanto o auxiliar estava com o equipamento de proteção no rosto.

Bolsonaro criticou diretamente as medidas adotadas pelos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Doria anunciou nesta quinta-feira novas restrições, inclusive toque de recolher no Estado, medida também aplicada no Distrito Federal. Bolsonaro comparou o isolamento a um “sapo fervido”, ou seja, depois de aumentada a temperatura, “não sai mais da panela”.

Medidas de isolamento social e restrição ao comércio, porém, têm sido recomendadas por especialistas para conter a transmissão do vírus. Assim como outras regiões do País, São Paulo e Distrito Federal têm visto pressão sobre seus sistemas de saúde e alta de internações pela covid-19.  

“Até quando? Até quando nossa economia vai resistir? Se colapsar, vai ser uma desgraça. O que poderemos ter brevemente? Invasão a supermercado, fogo em ônibus, greves, piquetes, paralisações. Onde vamos chegar? Será tarde para o sapo sair da panela”, disse Bolsonaro. No discurso do presidente da República, enquanto o governo federal combate o desemprego, prefeitos e governadores estão “destruindo” a economia.

O presidente afirmou ainda que as restrições impõem uma espécie de estado de sítio no País, que só o chefe do Executivo poderia decretar, com aprovação do Congresso Nacional.

As críticas feitas pelo presidente a medidas de isolamento social não são novas. Nessa quarta, porém, horas após o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva atacar a gestão da pandemia pelo governo federal, Bolsonaro mudou sua conduta em evento no Palácio do Planalto. Na ocasião, chegou a justificar as restrições de circulação como medida necessária para que houvesse tempo para hospitais se preparar para o aumento da demanda de pacientes.

Nas últimas duas semanas, o Brasil registrou aumento de 43% na média diária de óbitos. Em 25 de fevereiro, o número estava em 1.150. Agora está em 1.645 , o maior da pandemia. Nesta quarta-feira o Brasil registrou 2.349 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com dados do consórcio formado por veículos de imprensa.

“Lamento todas as mortes que ocorrem, todas as mortes. Lamento essa desgraça que se abateu sobre o mundo, mas nós temos que olhar para frente”, afirmou Bolsonaro. Em seguida, defendeu vacinar a população.

“Temos que buscar minimizar a dor dessas pessoas, buscar minimizá-la com vacina. Toma vacina. Abrimos para comprar praticamente de todos os laboratórios depois de aprovado pela Anvisa.” O presidente afirmou que nunca negou a vacina.

Via PE Notícias

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