Petrolândia Notícias: YouTube remove 2,9 milhões de vídeos brasileiros por descumprimento de regras em 2020

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sábado, 13 de fevereiro de 2021

YouTube remove 2,9 milhões de vídeos brasileiros por descumprimento de regras em 2020


O YouTube, um dos principais sites de vídeos do mundo, informou nesta sexta-feira (12), que realizou a remoção de 2,9 milhões de conteúdos brasileiros por violarem as regras das plataformas, incluindo a propagação de discursos de ódio e desinformação sobre a Covid-19, em 2020. Os dados fazem parte de um relatório global de transparência, divulgado a cada trimestre pelo Google, dono do site.

O relatório mostra que o Brasil apresentou um dos maiores crescimentos no número de conteúdos banidos no mundo. O Brasil é o terceiro país com o maior número de vídeos removidos no ano passado, atrás apenas de Estados Unidos, com 5,37 milhões, e Índia, com 5,49 milhões.

Na comparação dos resultados do segundo semestre do ano passado com os números obtidos em 2019, única comparação possível a partir dos dados disponíveis, o país saltou duas posições, enquanto o número de vídeos disponíveis retirados mais que triplicou. 

No ano passado, o YouTube aumentou a ofensiva contra vídeos que geram desinformação e ferem as regras da plataforma. No Brasil, a conta da militante extremista Sara Giromini, que, nas redes sociais, divulgou o nome de uma menina de 10 anos de idade que havia sido estuprada e precisou realizar um aborto autorizado pela Justiça, foi removida.

Antes disso, a plataforma realizou a desmonetização do canal do blogueiro investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bernardo Kuster, alvo do inquérito das Fake News, que investiga a existência de uma rede de divulgação de ataques contra autoridades.

Segundo o YouTube, uma das explicações para esse crescimento foi o uso cada vez maior de inteligência artificial. Com a Covid-19, menos gente passou a trabalhar nesse processo, o que fez o YouTube intensificar o uso de inteligência artificial.

Normalmente, o processo de revisão dos vídeos é feito de forma conjunta por máquinas e seres humanos. Programas de computador identificam conteúdo que, potencialmente, violaria as políticas da plataforma, e revisores validam ou não a classificação feita pelo algoritmo.

A plataforma segue a ofensiva no país no começo deste ano. Na última semana, dois canais do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, investigado nos inquéritos que apuram a disseminação de fake news e a organização e financiamento de atos antidemocráticos. Aos usuários que tentam acessá-los, por meio de um buscador, aparece a mensagem informando que a página está “indisponível”.

Em nota, o Youtube informou que “todos os conteúdos precisam seguir nossas diretrizes de comunidade”, destacou que a plataforma conta com “uma combinação de sistemas inteligentes, revisores humanos e denúncias de usuários para identificar conteúdo suspeito” e “age rapidamente sobre aqueles que estão em desacordo com nossas políticas”. Os responsáveis pelo “Terça Livre” argumentam teria sido alvo de censura.

O aumento no número de vídeos removidos no Brasil acontece, também, em um momento em que empresas de tecnologia como o Facebook, Twitter vêm sendo questionadas em relação às suas responsabilidades na disseminação de conteúdo de ódio e desinformação.

Relatório produzido por Facebook e Instagram, divulgado na quinta, mostra que, em 2020, as duas plataformas removeram cerca de 97,8 milhões de conteúdos que violaram as regras das plataformas contra a propagação de discursos de ódio.

O Globo

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