Petrolândia Notícias: Prefeitura é lugar para abrigar os derrotados nas urnas?

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domingo, 20 de dezembro de 2020

Prefeitura é lugar para abrigar os derrotados nas urnas?


Imaginem uma Prefeitura que eleições após eleições onde os prefeitos que se elegem tem por obrigação de pegar o dinheiro do contribuinte para pagar salários de candidatos a vereador que não tiveram sucesso nas urnas, e que se sentem como se privilegiados fossem para ter uma “boquinha” em alguma repartição do município só porque apoiou o prefeito vencedor?

Essa antiga moda, que já deveria ter caído em desuso, está cada vez mais evidente. O Blog PE Notícias procurou conversar com alguns candidatos que não obtiveram êxito nas eleições passadas e ouviu, não de todos, mas ouviu deles que o prefeito tem que “arrumar” um lugarzinho na esfera municipal para abriga-los. Um cabide de empregos, como é mais conhecido nas hostes politicóides.

São pessoas que já tem seus status de funcionários de alguma repartição estadual, ou até seus CNPJs, tem de onde tirar seus salários e, portanto não precisam ficar mendigando “carguinhos” sob pressão ao prefeito. Pessoas que mesmo sabendo da crise que assola o país, onde existem muitos pais de famílias desempregados, mas a revelia destes, os politicastros querem mais uma mama, ou teta, como queiram, para sugar.

Um cientista político que reside na capital pernambucana em conversa com o PE Notícias disse que “o prefeito tem que se preocupar daqui pra frente com os votos na Câmara de Vereadores, com os vereadores eleitos e não inchar a Prefeitura com quem perdeu a eleição, e isso não importa a quantidade de votos que tiveram”. Continuando, disse que “os que foram candidatos e perderam nas urnas tem que esperar mais quatro anos para colocar seus nomes para apreciação dos eleitores e isso por conta própria, não com o dinheiro do povo, ou com maquinários de uma Prefeitura”, frisou. Com toda razão de quem sabe o que está dizendo.

Mas essa praxe é remoída de quatro em quatro anos, principalmente em Prefeituras do interior. O prefeito eleito mesmo querendo enxugar a máquina governamental, extinguindo cargos, cortando comissionados, fazendo fusão de secretarias e outros cortes para fazer jus ao que pretende fazer nos seus quatro anos de mandato, pois é dessa forma onde irá sobrar dinheiro para as futuras obras. Mas não pode fazer isso porque aqueles, mesmo sem ter os votos suficientes para cobrar por uma “boquinha”, pressiona como se eleitos fossem para tamanho privilégio.

É nessas horas que se mede o pulso do futuro governante. Se ceder a pressões, seus quatro anos poderá ser fadado ao (des)sabor muito amargo do fel.

Artigo de opinião  de Pedro Araújo/Via Blog PE Notícias


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