Petrolândia Notícias: EUA inicia grande operação para distribuir primeiras vacinas contra Covid-19

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

EUA inicia grande operação para distribuir primeiras vacinas contra Covid-19

Avião com carga de doses da vacina contra Covid-19 - Foto: Rey Del Rio/Getty Images via AFP

Milhões de vacinas contra a Covid-19, armazenadas a -70° C em gelo seco, estão sendo enviadas para todos os cantos dos Estados Unidos: uma gigantesca operação de distribuição logística que começou neste domingo (13) com o objetivo de administrar as primeiras doses na segunda-feira (14). 

Essa impressionante exibição reflete o senso de urgência na principal potência econômica mundial, onde quase 300 mil pessoas já morreram com o novo coronavírus, o equivalente à população de uma cidade como Cincinnati (Ohio, noroeste). 

Um exército de caminhões carregados com milhares de doses da vacina Pfizer/BioNTech, embaladas em caixas contendo até 4.725 injeções cada, deixou a fábrica da Pfizer em Kalamazoo, Michigan (norte) neste domingo, rumo a centros estratégicos das empresas UPS e FedEx parcel services, que serão responsáveis pela sua distribuição. 

A Pfizer estima que 20 aviões transportarão suas vacinas diariamente para populações de todo o país, incluindo a tribo nativa americana dos Navajo, que foi duramente atingida pela pandemia.

"Esperança"
O objetivo é entregar o primeiro lote de vacinas em 24 horas a todos os hospitais e locais que o solicitarem e vacinar os primeiros americanos imediatamente.

"Tenho esperança de que isso seja feito muito rapidamente. Esperançosamente amanhã (segunda-feira)", disse o chefe da Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, Stephen Hahn, à CNN. 

Por precaução, das 6,4 milhões de doses disponíveis, apenas metade será entregue, sendo o restante reservado para a segunda dose necessária três semanas depois. 

Nessa primeira fase, cerca de três milhões de pessoas serão imunizadas. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendaram priorizar residentes de lares de idosos (3 milhões de pessoas) e profissionais de saúde (21 milhões). 

A vacina da dupla alemã-americana Pfizer/BioNTech, da qual o governo dos Estados Unidos comprou 100 milhões de doses, é 95% eficaz e já começou a ser administrada no Reino Unido.
 
"Um inferno"
Porém, diante dessas boas notícias, as autoridades temem que os americanos baixem a guarda. 

O país continua a registrar um número recorde de infecções, regularmente excedendo 200 mil casos e atingindo até 3 mil mortes diárias. 

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, com mais de 16 milhões de infecções registradas e quase 300 mortes por Covid-19. Entretanto, o número real de mortos está subestimado devido à falta de evidências no início da pandemia. 

Ao contrário da primeira onda da primavera boreal, desta vez o surto atinge todo o país. 

E embora as primeiras vacinações em seu estado estejam marcadas para terça-feira, o governador de Nova Jersey, Phil Murphy, disse que espera uma pandemia "infernal" nas próximas semanas, exortando os residentes a evitar grandes reuniões familiares durante a temporada de férias. 

Para atingir a imunidade coletiva, sinônimo de retorno à normalidade, entre 75% e 80% da população dos Estados Unidos precisaria ser vacinada, alertam os especialistas. 

Isso não acontecerá antes de "maio ou junho", segundo Moncef Slaoui, assessor científico da operação de vacinação do governo.

Por Jeff Kowalsky e Camille Camdessus, da AFP

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