Petrolândia Notícias: Chega em São Paulo o maior lote de doses da vacina Cronavac

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Chega em São Paulo o maior lote de doses da vacina Cronavac

Na manhã desta quinta-feira (24), chegou ao país o maior lote da vacina Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A carga, contendo 2,1 milhões de doses prontas para aplicação, desembarcou no aeroporto de Viracopos, em Campinas, às 5h30.

O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, foram os responsáveis por receber o carregamento.

Além das vacinas prontas, a carga trouxe ainda 2,1 mil litros de insumos, que serão envasados na fábrica do Instituto Butantan totalizando 3,4 milhões de doses da imunizante.

De acordo com o governo do estado, outros dois lotes da Coronavac devem desembarcar no país nos dias 28 e 30 de dezembro. Sendo assim, a gestão João Doria (PSDB) espera fechar o ano com 10,8 milhões de doses da vacina.

O primeiro carregamento da Coronavac chegou ao país em 19 de novembro, com 120 mil doses.

Na tarde desta quarta-feira (24), o governo do estado anunciou que a imunizante, que está no centro da “guerra da vacina” entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria (PSDB-SP), tem uma eficácia superior a 50% e terá o registro pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O índice preciso, no entanto, não foi divulgado pela gestão Doria, como estava previsto. É o segundo adiamento do gênero.

Como a Folha adiantou, a Sinovac Biotech, laboratório chinês que criou a vacina, pediu ao Instituto Butantan, patrocinador do principal estudo da sua fase 3 no mundo, o envio de toda a base de dados.

Os chineses querem unificar e equalizar todos os dados com os ensaios feitos em outros países, como Turquia e Indonésia, para evitar que índices diferentes sejam divulgados.

Essa análise deve levar no máximo 15 dias, e o governo paulista afirma que seu planejamento de começar a vacinação em 25 de janeiro continua mantido. Tudo dependerá da velocidade de aprovação da Coronavac pela Anvisa.

O mínimo exigido para aprovar uma vacina é 50% de cobertura, de acordo com orientação da Organização Mundial da Saúde.

O estudo começou no dia 20 de julho. A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac e que será produzida pelo Butantan, já havia demonstrado ser segura e capaz de p rovocar resposta imune em até 97% dos participantes de etapas anteriores do estudo, realizadas na China. 

Com informações da Folha PE

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