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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Covid-19: Portugal entra em estado de calamidade, e França impõe toque de recolher em Paris


O governo de Portugal e o da França anunciaram nesta quarta-feira (14), novas medidas para conter a segunda onda da Covid-19. As medidas afetam em especial as atividades recreativas, mas não o funcionamento das escolas nem os locais de trabalho.

Em Portugal,  o nível de alerta em todo o país foi elevado com um decreto de estado de calamidade, último nível antes do estado de alerta. A medida, que passará a valer a partir de 0h de quinta-feira (20h, horário de Brasília), é uma resposta à alta dos casos de Covid-19 — segunda onda que atinge boa parte do continente europeu.

Na França, foi decretado toque de recolher entre 21h e 6h por quatro semanas na região de Ile-de-France, que engloba Paris, e em mais oito cidades, incluindo Toulouse, Lyon e Grenoble.

Em Portugal, foi anunciado ainda que as autoridades de segurança e sanitárias irão intensificar as fiscalizações, seja em espaços públicos ou em empresas e restaurantes. Aqueles que descumprirem as diretrizes poderão receber multas de até 10 mil euros (cerca de R$ 65,5 mil).

— Infelizmente, Portugal não é a exceção e podemos classificar a evolução da pandemia no nosso país como uma evolução grave, disse o premier António Costa. — As pessoas podem estar contaminadas e transmitindo o vírus sem ter consciência disso porque não sentem nada. A única forma de garantir que não estamos transmitindo [a Covid-19] é, em todas as circunstâncias, tomar os cuidados a todo momento.

O governo apresentará ainda ao Parlamento, em regime de urgência, um projeto de lei para que o uso de máscaras seja obrigatório nas ruas — e não apenas em espaços fechados e transportes públicos, como ocorre até o momento. Ao Legislativo, será encaminhado também uma proposta para que o uso do aplicativo de rastreio de contágio Stay Away Covid (Fique Longe, Covid) seja mandatório em ambientes acadêmicos e de trabalho, na administração pública e entre as forças de segurança.

De acordo com o primeiro-ministro, do Partido Socialista, não serão permitidas reuniões de grupos com mais de cinco pessoas (até o momento, o limite era 10), enquanto eventos universitários como calouradas, chopadas e trotes serão suspensos.

Celebrações pessoais, como casamentos e batismos, ficarão limitados a 50 pessoas, que deverão respeitar as diretrizes de distanciamento social. Na semana passada, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que eventos deste tipo “têm sido responsáveis por 67% dos casos reportados no país nos últimos dias”.

Costa, que anunciou a decisão após um encontro do Conselho de Ministros, ressaltou que, por enquanto, as regras de teletrabalho e as fronteiras do país continuarão abertas, com as medidas de cautela sendo mantidas.

Portugal entrou em estado de emergência no dia 18 de março, quando havia 78 casos confirmados no país, que foi posto em confinamento. A medida foi prorrogada por outras três ocasiões, sendo finalmente suspensa no dia 2 de maio. Na ocasião, o nível de alerta foi reduzido para estado de calamidade, em meio ao desconfinamento gradual.

Conforme a rotina foi sendo retomada e os casos continuavam sob controle, o país ingressou em julho com a maior parte de suas regiões em estado de alerta, o mais brando, ou em situação de contingência, intermediária. Ao fim daquele mês, todo o território já estava em estado de alerta.

Desde então, no entanto, o número de casos passou a crescer aceleradamente, como em diversos outros países europeus. O total de diagnósticos diários aumenta todo dia e, nesta quarta, atingiu seu recorde desde o início da pandemia: o país registrou 2.072 novas infecções. Ao todo, Portugal já teve 91.193 infecções confirmadas, com 2.117 mortos.

Via PE Notícias

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