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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Bolsonaro, Lula, Ciro e Doria vão intensificar campanhas de capitais na reta final do 1º turno; entenda

Padrinhos políticos que representam a nacionalização do debate eleitoral devem embarcar nas campanhas de capitais apenas na reta final do primeiro turno. Por diferentes razões, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) têm participado de forma discreta até aqui em capitais como Fortaleza, Salvador e Rio, onde se esperava que fossem os principais cabos eleitorais do horário gratuito no rádio e TV.

O recuo ocorre em meio à divulgação de pesquisas eleitorais que apontam percentual relativamente baixo de transferência de votos dos padrinhos políticos, que também atraem maior rejeição às candidaturas. Para dirigentes partidários e estrategistas das campanhas, é “natural” que figuras nacionais intercedam mais próximo à votação, marcada para 15 de novembro, salvo em casos de campanhas que ainda patinam em pesquisas eleitorais, como em São Paulo e Recife.

Nestas duas capitais, as candidaturas de Jilmar Tatto e Marília Arraes, ambos do PT, buscaram uma associação mais explícita a Lula diante do risco de não chegar ao segundo turno. Tatto, que soma 4% das intenções de voto na capital paulista segundo o Ibope, vem exibindo o ex-presidente na propaganda gratuita e nas redes sociais quase todos os dias, desde o início da campanha. Marília Arraes, tecnicamente empatada com Mendonça Filho (DEM) e Delegada Patrícia (Podemos) na segunda colocação no Recife, incorporou depoimentos de Lula e até a cor vermelha do PT, antes ausentes na propaganda, diante do crescimento de adversários — especialmente o de João Campos (PSB), que avançou dez pontos e se isolou na liderança com 33%, segundo o Ibope.

Em Salvador e Fortaleza, no entanto, Lula ainda tem participação discreta nas campanhas de Major Denice e Luizianne Lins, respectivamente. Os programas de Denice, exibidos nos blocos de 10 minutos de propaganda não fizeram qualquer mínima referência ao ex-presidente. Já o governador Rui Costa é presença constante. A candidata também não tem citado o PT nem mostrado a estrela símbolo partido. A previsão é que Lula apareça pela primeira vez na propaganda da candidata petista na capital baiana nesta quarta-feira. A gravação já foi feita.

Em Fortaleza, a candidata Luizianne Lins falou o nome de Lula apenas uma vez  num dos programas em que destacou de seus “companheiros” na política.  O ex-presidente mesmo não apareceu no bloco de dez minutos de propaganda eleitoral. Luizianne, porém, usa as cores do PT e exibe a estrela símbolo da legenda.  A candidata é uma das melhores petistas posicionadas em pesquisas no país, segundo o Ibope. Ela estava tecnicamente empatada com o líder, Capitão Wagner (Pros), no levantamento do dia 14, com 23% das intenções de voto. Wagner soma 28%. Lula também já gravou para a candidata da capital cearense e a expectativa é que a sua participação seja levada ao ar na quinta-feira.

Tanto Lula quanto Ciro Gomes perderam o protagonismo no papel de cabos eleitorais para o governador Camilo Santana (PT). Segundo pesquisa Ibope, 29% dizem que aumentaria ao menos um pouco a possibilidade de votar em um candidato com o apoio de Camilo, disputado atualmente entre Luizianne Lins (PT) e Sarto Nogueira (PDT). Camilo se tornou presença mais recorrente do que Lula no material de campanha da candidata petista, enquanto o candidato do PDT indicou como vice Élcio Batista (PSB), ex-chefe da Casa Civil do governo do Ceará. Próximo ao grupo político de Ciro Gomes, Camilo tem evitado um apoio explícito à candidata do PT, embora o uso de sua imagem na campanha de Luizianne tenha sido “combinado”, segundo um dirigente petista.

Nas redes sociais, o próprio Ciro tem compartilhado vídeos de apoio a candidatos do PDT em capitais como Curitiba, Campo Grande e Rio. No último fim de semana, Martha Rocha, candidata na capital fluminense, retribuiu os acenos de Ciro e afirmou, numa live com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que ficaria “muito honrada em ver Ciro caminhando” com sua campanha. Na live, Martha afirmou ainda que “a realidade seria muito diferente” se Ciro tivesse ido ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2018, numa crítica velada tanto ao PT quanto ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo um aliado, há pedidos recorrentes na campanha para que Martha se posicione “com mais clareza” como uma candidatura adversária ao bolsonarismo. Lupi, por sua vez, defende que é necessário discutir “questões do dia a dia” na campanha.

— Isso não quer dizer que o Ciro não vá participar. Ele será uma espécie de reforço na reta final. Nossa avaliação é de que o eleitor de esquerda migra para a candidatura que for mais viável perto da eleição, afirmou Lupi.

Integrantes do PT articulam também para que Lula participe de uma carreata com a candidata do partido à prefeitura do Rio, Benedita da Silva, que aparece com 7% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Marcelo Crivella (Republicanos) e Martha Rocha (PDT) na segunda colocação.

O principal empecilho, segundo aliados, é a preocupação com medidas sanitárias em meio à pandemia da Covid-19. Lula, que segue em quarentena em São Bernardo do Campo (SP), não deixou a cidade nem mesmo para participar de eventos de campanha em São Paulo, a uma distância mais curta. Segundo dirigentes petistas, o partido busca identificar capitais em que a presença de Lula é considerada mais forte, em termos de transferência de votos, para definir a participação do ex-presidente. No Rio e em São Paulo, por exemplo, cerca de um quinto do eleitorado diz que “com certeza votaria” em um candidato indicado por Lula, segundo o Datafolha.

Bolsonaro, que declarou apoio até agora a quatro candidatos a prefeito em capitais, tem sua imagem explorada por três deles: Celso Russomanno (Republicanos) em São Paulo, Bruno Engler (PRTB) em Belo Horizonte e Coronel Menezes (Patriota) em Manaus. Capitão Wagner (PROS), candidato que aparece à frente nas intenções de voto em Fortaleza, tem evitado associar seu nome a Bolsonaro em meio à rejeição ao presidente, identificada em pesquisas. Segundo o Ibope, 37% dos eleitores na capital cearense afirmam que “diminuiria muito” a possibilidade de votar em um candidato apoiado por Bolsonaro. Na avaliação de um dirigente partidário que faz oposição a Wagner, no entanto, o candidato do PROS tende a recorrer à polarização nacional em um eventual segundo turno, especialmente se tiver PT ou PDT como adversários.

Possível presidenciável em 2022, o governador de São Paulo, João Doria, ficou de fora dos programas do prefeito e candidato à reeleição na capital paulista, Bruno Covas. Covas foi eleito vice de Doria em 2016 e assumiu o posto um ano depois quando o então prefeito renunciou para disputar o governo estadual.

Em Natal, o atual prefeito tucano Álvaro Dias, que disputa a reeleição, também não colocou Doria em seu programa televiso até agora. Pouco antes do início do horário eleitoral, o atual prefeito da capital do Rio Grande do Norte esteve com o governador paulista e pediu que ele gravasse para a sua campanha. Também havia expectativa de participação de Doria na propaganda do candidato do PSDB em Teresina, Kleber Montezuma, mas isso ainda não aconteceu. Em Porto Alegre, o atual prefeito tucano Nelson Marchezan Júnior, candidato à reeleição, também não colocou o governador paulista em seu propaganda.

O Globo

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