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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Pacientes reclamam da falta de medicamentos no Hospital da Polícia Militar de Pernambuco


Pacientes e pessoas que precisam de atendimento no Hospital da Polícia Militar reclamam da falta de medicamentos no centro médico-hospitalar localizado na área central do Recife. O problema afeta quem depende de tratamento, fazendo com que seja necessário arcar com os custos de remédios simples ou obtidos somente com prescrição médica.

Internado há nove meses, o cabo aposentado Zalmir da Cunha Gomes contou que o problema não é recente. “Com relação a profissionais de saúde, não tem problema. Temos atendimento bom de enfermeiros, médicos, psicólogos. O problema é a falta de medicamentos há mais ou menos seis meses”, disse.

Depois de um acidente de moto, ele sofreu um traumatismo raquimedular que o deixou paraplégico. “Eu passei um ano internado e tive alta. Depois de um mês, precisei voltar por causa de úlceras que surgiram no primeiro internamento”, afirmou o paciente.

Das sete medicações que são necessárias para o tratamento, Zalmir relatou que somente uma delas é disponibilizada pela unidade de saúde. “Tem medicação de tarja preta, com morfina controlada, omeprazol e outras medicações. Eles não obrigam a gente a comprar, mas dão a receita, e, se a gente não tomar, a gente piora”, contou.

A direção do hospital, segundo o paciente, já foi informada sobre a situação. “A direção tem ciência, inclusive oficiais médicos repassam para a direção, mas não sei o que está acontecendo. Alegam falta de verba, mas tem arrecadação dos militares, ajuda do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênio com faculdade. A gente fica pensando como que não dá para sustentar o hospital da polícia”, disse.

Quem precisa de exames também tem tido dificuldades. “Tem vários companheiros passando por situações difíceis de atendimento, falta de medicação. Foram cortados todos os convênios, principalmente no interior, com relação a exames de saúde. A gente fica à mercê, porque é descontado todo mês do nosso salário, nós somos obrigados a pagar, e não recebemos o tratamento”, disse um sargento militar que preferiu não se identificar.

A Polícia Militar informou que o hospital “está em fase de reorganização e reprogramação de suas atividades, inclusive as de natureza financeira, haja vista a célere aquisição de insumos e equipamentos para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus”.

A corporação afirmou, ainda, ter tido aportes financeiros para aquisição de respiradores, equipamentos de proteção e ter feito uma reforma de emergência numa área específica para pacientes com Covid-19.

“O Centro Médico Hospitalar da PMPE está, de modo coordenado, retomando suas atividades rotineiras, iniciando a reposição de todos os estoques através de inúmeros processos licitatórios em andamento, vários já concluídos”, declarou a Polícia Militar, em nota, dizendo, também, que “todos os esforços estão sendo realizados para que o cenário volte à normalidade com o mínimo de transtorno”.  

Via PE Notícias

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