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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Meteorito encontrado no Sertão de Pernambuco chega a ser avaliado em até R$ 200 mil

Nesta quinta-feira (17), o cientista Antônio Carlos Miranda falou sobre o recente episódio que atraiu diversos olhares ao município de Santa Filomena, no Sertão do Estado: a queda de meteoritos. Por conta do fenômeno, diversas cientistas e “caçadores” de meteoros foram até a cidade para procurar os pequenos corpos celestes, que agora, chegam a ser avaliados em até R$ 200 mil.

De acordo com Antônio Carlos, alguns meteoritos chegaram a ser levados para os Estados Unidos, onde estão em exposição. “A situação continua do mesmo jeito. Sabíamos que o americano que levou várias pedras viajou para os Estados Unidos e deixou as pedras no Brasil, mas, agora, já temos a informação de que as pedras já chegaram nos EUA e estão em exposição. O americano foi esperto, e com medo de ser pego mandou as pedras via correio ou via alguma empresa. Ele está fazendo uma exposição e está fazendo o maior sucesso”, relatou.

Durante a conversa, foi mencionado o fragmento de meteoro avaliado em R$ 200 mil, que está sob posse de um dos moradores da cidade. Segundo informações, o homem tem interesse em guardar a pedra por mais tempo, com o objetivo de esperar por sua valorização, quando cobrará a quantia de R$ 1 milhão por ela.

Para o cientista, tal valor cobrado seria exorbitante. Ele acredita, no entanto, que R$ 200 mil seja uma quantia viável, e propôs ao Governo de Pernambuco que adquirisse o corpo celeste como forma de incentivar o crescimento da cidade.

“Nós estamos propondo que o Governo do Estado, por meio da FACEPE, compre como equipamento científico para a cidade se empoderar, ter o orgulho da sua história e ser um atrator para turismo e atividades científicas para estudantes e professores”, disse.

Ainda de acordo com Antônio Carlos, não há legislação que regule a posse dos meteoritos. Desta forma, o dono do corpo celeste se torna aquele que o encontrou, podendo este escolher o que fazer com a pedra, bem como decidir entre vender ou não.

Nos próximos dias, o cientista planeja visitar a cidade junto a um comitê. Segundo ele, o grupo deve orientar a Prefeitura de Santa Filomena a lidar com a situação.

“Quanto à cidade, estamos com esse comitê com apoio de várias instituições. Estamos indo lá semana que vem e vamos levar várias sugestões para a prefeitura implementar, como criar um museu, um clube de astronomia e capacitar professores. Vamos levar um projeto de observatório astronômico e vamos interagir com a prefeitura do jeito que eles quiserem para que aqueles pequenos fragmentos que sobraram fiquem de fato na cidade”, explicou.

Do JC Online

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