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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Os filhos-problema: Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro no banco de réus


O presidente Jair Bolsonaro não poderia ter notícia pior: os três filhos dele, Flávio, Carlos e Eduardo, estão no banco de réus. Todos estão sob investigação da Justiça, o que dará muita dor de cabeça ao governo. Não se descarta que, em algum momento, pelo menos um deles venha a ser preso. 

Vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos está sendo investigado pela contratação de funcionários fantasmas em seu gabinete. Como ele perdeu o foro privilegiado, o processo, agora, está tramitando em primeira instância, que costuma ser bem rigorosa em casos como o dele. 

Flávio, hoje senador, é peça central no inquérito que apura o sistema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando ele era deputado. Ex-assessor dele, Fabrício Queiroz está preso e a mulher dele, foragida da Justiça. Segundo o Ministério Público, Flávio chefiaria uma “organização criminosa”. 

Eduardo, por sua vez, virou alvo do procurador-geral da República, Augusto Aras, que determinou a abertura de “notícia de fato” para saber se o deputado federal violou a Lei de Segurança Nacional em declarações que fez pela internet. O PGR apura se o parlamentar cometeu crime de “subversão da ordem democrática”. 

Bolsonaro também na mira da Justiça 

Com os três filhos na mira da Justiça, Bolsonaro baixou totalmente o tom contra o Judiciário e o Congresso. Nos últimos dias, por sinal, emitiu sinais de paz aos dois Poderes , pois sabe que as consequências de um embate poderão resultar em um estrago em seu mandato. 

O próprio presidente é alvo de processos. Bolsonaro deverá ser ouvido, em breve, pela Polícia Federal no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal que investiga se ele tentou interferir na corporação, conforme denúncias do ex-ministro Sergio Moro. 

Bolsonaro também está na linha de tiro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu reabrir dois processos que tratam de denúncias contra a chapa que o elegeu. No total, oito processos contra Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão, estão correndo no TSE, quatro deles, com informações robustas sobre disparo em massa de fake news pelo WhatsApp.

Via Blog do Vicente

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