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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Em nova missão, Nasa volta a estudar vida passada em Marte

Nasa enviará Rover Perseverance para tentar identificar componentes biológicos em Marte - Foto: Gregg Newton / AFP

Nesta quinta (30), a Nasa espera despachar mais uma de suas incansáveis missões marcianas. Mas esta tem sabor diferente, no estilo "O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas". O rover Perseverance tem como foco o estudo das possibilidades de atividade biológica passada em Marte, enquanto pavimenta o caminho para o futuro da vida no planeta vermelho.

Começando pelo começo: a meteorologia dá boas chances (70%) de condições adequadas ao voo do foguete Atlas 5, e a janela do dia se abre às 8h50 (de Brasília), com duração de duas horas. A partida se dá na plataforma 41 da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, Flórida (EUA), e, se bem-sucedida, dará início a uma jornada interplanetária de sete meses. E o lançamento se dá em um regime pouco festivo, em meio à pandemia do novo coronavírus.

"Infelizmente não foi possível viajar para ver", conta Ivair Gontijo, físico brasileiro do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa), em Pasadena, Califórnia, que participou do desenvolvimento da missão. "Somente um grupo muito pequeno que estará trabalhando no lançamento na Flórida. Então nós também vamos assistir de casa."

Caso tudo corra bem, o jipe Perseverance, voando no interior de uma cápsula, deve realizar sua tentativa de pouso no mundo vizinho em 18 de fevereiro de 2021. Até lá, não terá por que sentir solidão, sabendo que voam a seu lado, praticamente na mesma trajetória de transferência da Terra a Marte, uma espaçonave dos Emirados Árabes Unidos e outra da China.

Dos três participantes da jornada, aproveitando a janela que se abre a cada 26 meses para lançamentos até Marte (em razão do alinhamento planetário), a Nasa é a mais consistente e tradicional. Para dar uma ideia disso, nos últimos 24 anos, a agência espacial americana só deixou de usar a janela marciana em duas ocasiões, em 2009 e em 2016. Foram ao todo 12 lançamentos para Marte no período, e apenas 2 missões perdidas (Mars Climate Orbiter e Mars Polar Lander, em 1999). Neste século, a Nasa ainda tem de saber o que significa fracasso na exploração marciana.

Isso contrasta com o esforço de chineses e árabes. Com o lançamento da Tianwen-1, a China faz sua segunda tentativa de chegar ao planeta vermelho –mas a primeira para valer. Antes disso, os chineses "cozinharam" às pressas um orbitador marciano em 2011, para voar acompanhado da sonda russa Fobos-Grunt. O foguete russo falhou, e as duas nem chegaram a deixar a órbita terrestre.

Por Salvador Nogueira, da Folhapress

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