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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Polo gesseiro demitiu 40% dos funcionários no Sertão de Pernambuco


No início de abril, com a suspensão das obras em Pernambuco, o polo gesseiro do Araripe sofreu um grande impacto com o recuo das vendas em até 80%. Dois meses depois, e mesmo com o retorno gradual da construção civil, o percentual permanece igual. Além disso, as demissões atingiram 40% dos trabalhadores do setor, tendo em vista o fato de que muitas fábricas tiveram que reduzir sua produção e outras paralisaram as suas atividades. Há, entretanto, expectativa de melhoria, ainda tímida, a partir do mês de julho.

A presidente do Sindusgesso Araripe, Ceissa Costa, conta que as empresas estão operando, atualmente, com 35% da sua capacidade de produção, em média. “No momento, temos que aguardar como será a demanda pelos produtos de gesso para então termos uma projeção melhor da recuperação”, avalia. Ela relembra, ainda, o fato de que este é um setor com respostas mais lentas. “Mesmo quando a construção voltar integralmente, o gesso é a última etapa”, acrescenta.

Sobre as estratégias para minimizar os efeitos da crise neste retorno, Ceissa acredita que o isolamento dos consumidores e a limitação de funcionamento das empresas levou o mercado a procurar canais de atendimento e vendas utilizando a internet. “Mesmo setores tradicionais como a construção civil e o varejo buscaram estratégias para usar o digital para minimizar as perdas e ganhar fôlego para passar a crise. Então vimos que esse é o momento para Polo de Gesso do Araripe entre no digital de forma profissional”, afirma. Para isso, o sindicato desenvolveu o projeto GESSO 5.0 – vendas e marketing digital, que une empresas do cluster do gesso para oferecer o material certificado de qualidade para o mercado nacional usando canais digitais.

O diretor regional da Fiepe, Francisco Alves, confirma as tímidas expectativas de melhoria. “A notícia boa é que não houve redução além do que estávamos há dois meses atrás, mas ainda não houve resposta que pudéssemos caminhar rumo aos 50 ou 70% de redução nas vendas. A produção não foi embargada, mas o comprador parou de consumir. Então, como produzir se demanda não acontece”, afirma. Ele acredita, entretanto, que a pandemia deixou uma lição para os empresários. “De olhar com atenção para a musculatura da sua empresa, fazer planejamentos com cautela e controle, rever seus fluxos de caixa, manter os pés no chão. Isto porque ao final mercado terá fome de consumo como há muito tempo não tem acontecido”, opina. Ele reforça, ainda, a necessidade de haver mais praticidade na concessão de créditos aos empresários. “Os valores destinados pelo governo às micro e pequenas empresas não têm chegado às mãos deles, pois as exigências são brutais. É necessário este estreitamento das relações do governo com setor produtivo”.

Via PE Notícias

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