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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Dados da Polícia Federal apontam que Pernambuco é o maior produtor de maconha do Brasil


A concentração dessa produção fica no Sertão do Estado, especificamente na área conhecida como Polígono da Maconha, responsável por cerca de 99% das plantações da erva. Com o objetivo de enfraquecer o tráfico, em aproximadamente cinco meses (entre fevereiro e junho de 2020), a PF deflagrou as Operações Muçambê I e II. Com isso, evitou que 135 toneladas de maconha fossem produzidas no Estado. Quase 400 mil pés da planta foram erradicados.

Operações da Polícia Federal com esta finalidade são permanentes. De acordo com o delegado Eduardo Passos, os números referentes aos primeiros meses de 2020 poderiam ser maiores se não fosse a pandemia do novo coronavírus. Por causa das recomendações de distanciamento social, as equipes de erradicação precisaram trabalhar em números menores.

“A gente percebeu o ciclo da planta e ele precisa de um tempo para que ela possa crescer germinar e ficar madura. O tráfico, por sua vez, começou a monitorar as erradicações e a tentar usar produtos para acelerar esse crescimento e colher mais rápido. A Polícia Federal percebeu isso e conseguiu adequar de forma que a gente vem fazendo várias operações durante o ano para não deixar nem chegar em tempo de colheita”, explicou Passos. 

O Polígono da Maconha compreende, principalmente, as cidades de Salgueiro, Cabrobó, Orocó, Floresta e Belém de São Francisco. A droga que sai desta região abastece todo o Nordeste. “Com certeza há Estados que recebem mais do que outros. Por exemplo, no Maranhão também há plantações de maconha, onde também temos um trabalho de erradicação constante. Assim como na Bahia. Porém, Pernambuco e Bahia são os maiores produtores”, explicou o delegado.

Atacando as plantações nessa área, a PF acredita que elimina ao máximo a chegada da maconha ao ponto final, que é o tráfico e, consequentemente, consegue diminuir a violência gerada pelo mercado ilegal. Para ilustrar a importância de eliminar ainda na origem um dos produtos que sustenta o tráfico de drogas, o delegado Eduardo Passos faz um comparativo. “A visão estratégica da PF é a seguinte: o custo (para o Estado a sociedade) para fazer o combate à planta no chão é irrisório em relação ao custo de fazer prisão em boca de fumo, em um ponto de droga na capital ou até nas cidades do interior, mesmo. Para fazer o combate à droga quando ela já estiver na mão do traficante gasta-se, sem exagero, em torno de mil vezes mais”, explicou. “Combatendo a droga no nascedouro é possível fazer o tráfico deixar de produzir 135 toneladas de maconha. Para tirar essa quantidade da droga nos pontos de venda é uma ação quase impossível. Eu jamais conseguiria, nos cinco primeiros meses do ano, dizer que o Estado e a União conseguiram tirar de circulação essa quantidade de droga nos pontos de venda do produto final”, acrescentou.

Via PE Notícias

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