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terça-feira, 30 de junho de 2020

Bebês indígenas são enterrados sem conhecimento da família e mães pedem retirada dos corpos


Recentemente a hashtag #criançasyanomami esteve entre os assuntos mais comentados do Brasil no Twitter. Se trata do caso de bebês indígenas que foram enterrados em Roraima sem o conhecimento das mães, que passaram dias tentando encontrar seus filhos. Agora, já encontrados, as mães das crianças pedem a retirada imediata dos corpos para poder realizar o ritual funerário próprio da cultura nas aldeias.

De acordo com o site El País, os bebês deram entrada em um hospital de Boa Vista, em Roraima, no mês de maio, após apresentar um quadro de suspeita de pneumonia. Lá, as crianças teriam sido contaminadas pela Covid-19, levando-as a óbito. Os corpos ficaram desaparecidos por dias e há 1 mês as mães pedem por eles.

Uma das crianças mortas era recém nascida e foi internada no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, a única maternidade de Roraima. Ela deu entrada no hospital porque a mãe teve complicações no parto. No local, ela foi infectada pela Covid-19 e veio a óbito no dia 25 de maio, três dias após o nascimento. A unidade é administrada pelo governo estadual.

Outra vítima foi um menino de apenas dois meses de idade, levado para o Hospital da Criança Santo Antônio com suspeita de pneumonia grave. A mãe alega que ele foi infectado pelo coronavírus no local, que é administrado pela prefeitura de Boa Vista. O menino foi sepultado pela funerária Boa Vista, na comunidade Xexena. Outras oito crianças indígenas já testaram positivo para Covid-19.

Segundo o G1, o MPF afirma que as investigações iniciais apontam que os três bebês indígenas foram enterrados no Cemitério Campo da Saudade, em Boa Vista. O órgão também disse que acompanha os óbitos e vai garantir a identificação dos corpos e retorno à terra indígena quando for “sanitariamente seguro”.

Em sua cultura, os Yanomami não são enterrados, mas cremados após um longo ritual para que o morto possa “morrer para si e para a comunidade”. Os rituais de morte desses indígenas são seguidos nos mínimos detalhes e levam meses e até anos para se concluírem.

A Terra Yanomami é constantemente invadida e já possui cerca de 20 mil infiltrados. Autoridades temem que os invasores levem o coronavírus para a região e causem genocídio dos Yanomami.

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