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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Filho de Bonner tem CPF usado por estelionatários para crimes há três anos, diz jornalista

O filho do apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, teve o CPF utilizado para crimes cometidos por estelionatários durante três anos, segundo denúncia do próprio jornalista no Twitter. De acordo com ele, atualmente, os dados de Vinícius Bonner foram usados para resgate do auxílio emergencial pago pelo Governo Federal. Mas no passado, já ocorreram fraudes como aberturas de empresas e contratação de serviços de TV por assinatura.

“Interrompo meu silêncio no Twitter para denunciar uma injustiça e uma fraude com dinheiro público. Primeiro, a injustiça. Estelionatários têm usado há 3 anos o nome e do CPF de meu filho para fraudes, como a abertura de empresas ou a contratação de serviços de TV por assinatura, entre outras. Constituí advogados para encerrar todas as falcatruas, devidamente denunciadas à polícia, com queixas registradas em boletins de ocorrência”, revelou.

“A repetição de fraudes chegou ao ponto de tornar recomendável uma troca do CPF. Mas, no Brasil, a vítima de golpes dessa natureza precisa passar por uma longa provação, em que tempo e dinheiro se esvaem no desenrolar do processo burocrático. Por justiça, não deveria ser assim. Meu filho e qualquer cidadão vítima de estelionato precisariam ser defendidos pela burocracia, em vez de punidos por ela. Somos brasileiros. Temos combatido cada nova fraude com persistência e resignação. Mas elas não param. E aí entramos na questão da proteção do dinheiro público”, continuou.

Segundo Bonner, ele ficou sabendo de uma reportagem do jornal Meia Hora que revelava que Vinícius teria dado entrada no auxílio emergencial. Contudo, ele apresentou dados comprovando que a informação era falsa e a matéria não chegou a ir ao ar. Ainda conforme o âncora do JN, o filho dele não se enquadraria nos critérios para receber o auxílio, no entanto, foi realizada uma pesquisa eu mostrou que o nome dele estava cadastrado no Dataprev com auxílio aprovado.

“Mas, desta vez, o que vem à tona é ainda mais grave. Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições sócio-econômicas do meu filho não tem direito aos 600 reais da ajuda. Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um “não”. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado. O fraudador provavelmente indicou que não tinha conta bancária e abriu a conta específica da Caixa – a que, obviamente, meu filho não tem acesso. Portanto, sequer sabemos se o dinheiro foi depositado e se foi sacado”.

“Leio no Globo que a Dataprev não verificou na Receita se os CPFs, embora pertencentes a pessoas sem renda própria, eram de dependentes de cidadãos com renda (como filhos, filhas,parceiros,parceiras). Quantos entre esses foram vítimas de fraudadores, como aconteceu com meu filho? Quantos entre esses realmente fraudaram o programa? Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar”, desabafou.

Via Varela Notícias

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