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terça-feira, 19 de maio de 2020

Família da mulher que morreu em Paulo Afonso nega morte suspeita por Covid-19 e contesta versão da prefeitura


A família da mulher de 57 anos que morreu na sexta-feira(15), no Hospital Nair Alves de Souza emitiu uma nota contestando o boletim informativo divulgado pela Prefeitura de Paulo Afonso, o qual informava a morte da paciente com suspeita de Covid-19.

A família nega o fato e diz que ela estava internada desde o dia 21 de abril sem apresentar nenhum sintoma da doença. 

Veja a nota enviada ao Portal Chicosabetudo:

Prezado, venho através deste esclarecimento aproveitar o poder de audiência desse canal para demonstrar a indignação da família com a equipe da prefeitura que está acompanhando toda essa situação de pandemia na cidade de Paulo Afonso, antes de tudo eu gostaria de deixar claro que sou favorável a todas as medidas necessárias para a proteção da saúde de todos, porém penso que essas medidas devem ser adotadas de forma a preservar a dignidade e os sentimentos de cidadãos de Paulo Afonso que perderam ou venham a perder familiares nessa época delicada que vivemos, situação ainda agravada pela desconfiança da população nas intenções dos gestores de se buscar proteger a população ou apenas justificar gastos desnecessários e para isso buscando criar situações que não condizem com a realidade, como relatado em um post da rede social oficial da prefeitura que diz que a minha sogra “ deu entrada no HMPA onde foi acolhida pela equipe e recebeu os procedimentos necessários conforme protocolo da OMS e do Ministério da Saúde e que a mesma  ao apresentar os sintomas do novo corona vírus amostras coletadas para o exame de microbiologia que foram enviadas para o LACEM de Salvador, bem como sobre a realização do sepultamento que seguiu protocolo da OMS e Ministério da Saúde”.

Posso iniciar desabafo chamando as informações que foram postadas pela secretaria de saúde  de inverídicas (nome bonito para mentirosas), pois minha sogra foi internada no hospital Nair Alves de Souza no dia 21 de abril sem apresentar se quer nenhum sintoma da COVID-19, tanto que ela ficou internada na ala feminina e lá mesmo veio a falecer na madrugada do dia 15 de maio, sem nenhum sintoma relacionado a COVID-19 e acompanhada de sua irmã que estava com ela no momento de seu falecimento pois estava em revezamento com vários familiares que acompanharam sem nenhuma medida restritiva de isolamento como volto a repetir, ela nunca apresentou nenhum sintoma que levasse a equipe médica a tomar a atitude de isolamento o que ficou ainda mais evidenciado quando o corpo de minha sogra foi liberado na manhã do mesmo dia para o sepultamento sem nenhum tipo de medida pois de fato não era necessário, e a família levou o seu corpo para o local do velório onde lá permaneceu para que o velório pudesse se iniciar apenas as 14:00 horas cumprindo as determinações de segurança passadas pela funerária para se evitar aglomerações.

Acontece que por volta de meio dia a família foi informada de que uma equipe da prefeitura compareceu ao local onde estava o corpo e determinou a abertura do caixão que já estava pronto para o sepultamento e informaram que iriam coletar material do corpo e que a mesma iria ser sepultada no cemitério do BTN pois estava com suspeita de COVID-19, mesmo após diversas tentativas de sensibilização das autoridades responsáveis pela situação não foi possível que eles olhassem pelo  lado humano, pois o túmulo da família fica no cemitério do centro da cidade, e conforme relatado por um médico próximo da família, não existe necessidade de se enterrar em local específico.

O que causa revolta é que ao chegar no cemitério do BTN para realizar o sepultamento percebemos que o túmulo não era nada de específico, tratava-se de uma gaveta normal onde já estavam sepultadas outras pessoas que não morreram da COVID-19, o que demonstra um total exagero por parte das tais autoridades que conduzem essa situação no município, exagero que ficou ainda evidente quando impediram de que os demais familiares e amigos pudessem acompanhar o sepultamento, porém assim que o corpo foi sepultado, a equipe da vigilância sanitária foi embora e deixou o cemitério de portas abertas para qualquer um entrar demonstrando no mínimo um descaso com os ditos procedimentos adotados.

Essa sequencia de erros de procedimentos demonstra a incompetência que determinados agentes públicos na condução da situação em que nos encontramos nesse momento, pois a propagação de fakenews (mentiras) ainda mais num canal oficial, causa muitos transtornos a uma família já abalada pela perda de uma pessoa tão querida e para piorar a situação vem uma equipe desqualificada como essa de comunicação e se dá ao luxo de postar um absurdo desses, fica aqui o nosso sentimento de revolta e a mensagem de uma família que sentiu na pele o peso da incompetência, e pode falar que nem tudo que essa equipe da prefeitura sai postando é a pura verdade.

Via ChicoSabeTudo


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