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domingo, 29 de março de 2020

Moradores de Terra Nova, no Sertão de Pernambuco, ignoram risco de rompimento de barragem


Após 12 anos, a barragem Senador Nilo Coelho transbordou na última quinta-feira (26). O volume grande de água, causado pelo excesso de chuva durante a semana, tirou a maioria dos moradores de Terra Nova, no Sertão de Pernambuco, da quarentena. Muita gente vem ignorando não só os decretos para o distanciamento social, em virtude da pandemia do novo coronavírus, como também os riscos de rompimento da estrutura da barragem.

Neste sábado (28), era possível ver que o cordão de isolamento na entrada da barragem havia sido retirado. Muitas famílias foram tirar fotos e teve gente que se arriscou em entrar na água. Alguns aumentaram o perigo consumindo bebida alcoólica.

O Corpo de Bombeiros foi acionado. A Polícia Militar também esteve na área, mas até o fechamento da reportagem, não dispersou os curiosos. O agricultor Jairo de Souza conta que houve uma ação policial, mas não adiantou muito. “Nem a polícia deu jeito. Quando a polícia ia para um lado, o pessoal aproveitava e tomava banho desse lado”, afirma.

Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco, a barragem Nilo Coelho apresenta nível de perigo 3, o que significa que ela pode romper a qualquer momento.

Em janeiro deste ano, o governo estadual determinou a abertura emergencial da descarga de fundo. Na época, dava pra ver a quantidade de buracos na parede. As pedras estavam se soltando por causa das fissuras e infiltrações.

Agricultores e pescadores que dependem do reservatório ficaram preocupados. Com o aumento das chuvas nas últimas semanas, o governo do estado lançou um plano de contingência, que já foi ativado pra retirar os moradores da área de risco.

“Precisamos ativar esse plano devido a sangria da barragem Nilo Coelho. A evacuação de toda área de risco foi efetuada pela Defesa Civil municipal, a Codecipe e o Corpo de Bombeiros. As 341 famílias foram realocadas em casas de parentes, sendo 1923 pessoas. Nenhuma dessas famílias necessitou de abrigo”, explica João Bosco Ferreira, Coordenador Municipal de Proteção e Defesa Civil.

Via PE Notícias

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