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sábado, 7 de março de 2020

Caso Ronaldinho: Anfitriã do ex-jogador no Paraguai deve ser indiciada por sonegação


À medida em que é descortinado, o caso Ronaldinho Gaúcho se torna mais nebuloso. Personagem central na passagem do ex-jogador pelo Paraguai, a empresária, socialite e filantropa Dalia Angelica López Troche ganhou os holofotes (foto abaixo). A prisão do ex-jogador e de seu irmão Assis trouxe à tona uma investigação por lavagem de dinheiro e sonegação diretamente ligada à paraguaia.

O procedimento foi aberto há seis meses pela Subsecretaria de Estado de Tributação do Paraguai. Foram mapeadas as oito empresas que fazem parte da Permanent Oriental Holding SA, da qual Dalia é a presidente, além de dez pessoas ligadas à executiva. O que motivou a investigação foram movimentações financeiras suspeitas.

Os negócios de Dalia abrangem diversos setores. Mas, de acordo com Óscar Orué, vice-ministro de Tributação do Paraguai, as atividades suspeitas estão relacionadas com importação de produtos chineses, principalmente os eletrônicos. Em resumo, os custos declarados são muito mais baixos do que os valores levantados pela investigação.


O vice-ministro de Tributação prevê apenas mais um mês de investigação. De posse de muitos documentos, como faturas de pedidos e até fotografias, ele já é capaz de afirmar que o relatório a ser entregue ao Ministério Público não poupará Dalia.

— No que corresponde a minha secretaria, a investigação sugere indiciamento por sonegação de impostos. Mas todos os indícios e dados que coletamos podem sugerir ainda outros feitos puníveis, como lavagem de dinheiro e associação criminosa, contou Orué, explicando que caberá a Procuradoria fazer estas outras denúncias.

Foi a convite da Fundação Fraternidade Angelical, fundada no fim de 2019 e da qual Dalia também é presidente, que o ex-jogador desembarcou no país. Ele participaria do lançamento do Programa Móvel de Saúde para Meninos e Meninas, iniciativa da entidade que prevê assistência médica gratuita a crianças e adolescentes em vulnerabilidade.

Preso antes mesmo de Ronaldinho e de Assis, o empresário Wilmondes Sousa Lira acusou, em depoimento, Dalia de ser a responsável pelos passaportes adulterados. A informação foi negada pelos advogados da fundação.

Além de Dalia estar presente no aeroporto de Assunção para receber Ronaldinho, a fundação pagou a sala VIP do local, usada pelo ex-jogador assim que desembarcou. De acordo com o diário “ABC Color”, a fatura custou 198 dólares (cerca de R$ 920).

Ronaldinho também foi convidado pelo empresário Nelson Luiz Belotti dos Santos, ligado a casos de corrupção política e pagamento de suborno no Brasil. Ele contratou os serviços do ex-Barcelona para a inauguração de um cassino em Lambaré chamado “Il Palazzo”. De acordo com o vice-ministro de Tributação, não há nenhuma investigação em curso sobre o dono do empreendimento. Policiais no Paraguai contam que a emissão de documentos falsos para clientes é recorrente na máfia dos cassinos. 

As informações são do jornal O Globo.

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