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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Proximidade das eleições acirra guerra entre irmão e filho de Eduardo Campos

Antônio Campos não quer virar página da batalha contra o sobrinho João Campos

Diário do Poder

A guerra declarada pelo irmão do ex-governador Eduardo Campos contra o filho do falecido herdeiro político de Miguel Arraes deve se acirrar, com a proximidade das eleições municipais no Recife (PE). É o que promete Antônio Campos, que direciona sua artilharia para seu sobrinho e deputado federal João Campos (PSB-PE), pré-candidato a prefeito do Recife (PE).

Tonca, como é conhecido o irmão de Eduardo Campos, decidiu não virar a página do conflito familiar, após ter sido xingado de “sujeito pior” pelo sobrinho deputado, em dezembro de 2019, durante reunião da Comissão de Educação da Câmara.

A palavra “sujeito”, em Pernambuco, tem a conotação pejorativa, de pessoa desqualificada. E fez o tio de João Campos prometer expor à Procuradoria Geral da República e à Força Tarefa Lava Jato “o lado obscuro” do clã Campos-Arraes.

“A briga política não é uma página virada, e irá se acirrar nas eleições do Recife. João deve ser candidato. Deve enfrentar as urnas e ser julgado pelo Recife. Porém, na minha opinião, ele poderia desempenhar uma ‘deputância’ federal e esperar a maturidade do tempo”, declarou Antônio Campos ao Blog de Jamildo, no início deste mês, em evento de apoiadores da criação do partido Aliança pelo Brasil, que será comandado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Advogado e ex-filiado ao PSB, Antônio Campos chegou a dizer que o sobrinho foi nutrido “na mamadeira da empresa Odebrecht, entre outras”. Mas também mirou sua ex-cunhada, Renata Campos, ao dizer que o atual prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), utiliza a viúva de Eduardo Campos “para fazer a vontade dele” e que, às vezes, Geraldo Julio faz os “caprichos” dela.

A rixa com a ex-cunhada é antiga, desde quando o clã travava disputas internas, tendo Eduardo Campos como apaziguador. Mas foi ampliada em 2016, quando Tonca tentou comandar a prefeitura de Olinda, ficou em segundo lugar nas eleições. E culpou a suposta influência de Renata Campos contra sua candidatura, bem como o desinteresse do clã em vê-lo crescer politicamente.

Presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), ligada ao Ministério da Educação, Antônio Campos está alinhado à corrente política Bolsonarista. E vê o governo Bolsonaro saneando os estragos da era PT. “O Brasil precisava virar essa página, que a coragem de Bolsonaro tem realizado. Tenho mais convergências do que divergências com o presidente”, disse o advogado.

Ataque desproporcional

Antônio Campos concluiu que o ataque gratuito recebido do sobrinho foi desproporcional pelo seu histórico em defesa de Eduardo Campos. E provocou dizendo que João Campos “quis se mostrar para a sua nova namorada, a deputada Tabata Amaral”, do PDT de São Paulo.

“Foi um ataque gratuito porque estava fora do contexto. Fui o homem que mais defendeu o pai dele, inclusive no complexo caso dos precatórios, em que Eduardo teve denúncia rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal. E, hoje, eu o vejo abraçado e defendendo vários que chamavam o pai dele de ladrão. Não consigo entender”, declarou Tonca, ao Estadão.

Por iniciar a baixaria que pode levar à Justiça os segredos da família Campos, o jovem deputado pré-candidato a prefeito do Recife (PE) levou um puxão de orelhas público de sua avó, Ana Arraes. A ministra e atual vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) se sentiu desrespeitada.

“Não admito grosseria. Você está desrespeitando sua avó. Você está dividindo a família sem razão. Antonio Campos é muito inteligente e trabalhador. Liderança se consegue construindo. O desrespeito fica para quem não tem argumentos. Eu não vou admitir agressões sua contra Tonca. Ele nunca lhe agrediu”, disse Ana Arraes.

Apesar do atrito com o sobrinho, Antônio Campos respeita, dialoga, mas não vota na outra pré-candidata a prefeita do Recife da família, sua prima e deputada federal Marília Arraes (PT).

Via Didi Galvão

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