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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Óleo que sujou praias do Nordeste saiu de navio que passava em Pernambuco, diz pesquisador da UFPE


Pesquisas feitas pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) apontam o local de origem do derramamento de óleo que sujou mais de 130 praias em todo o Nordeste . Segundo o professor Marcus Silva, a substância saiu de um navio que passava pelo litoral pernambucano (veja vídeo acima).

O professor disse à que os estudos levaram em conta a intensidade das correntes marinhas, a força e a direção dos ventos e das marés. Para ele, o óleo foi derramado quando a embarcação estava a uma distância de 40 a 50 quilômetros da costa.

“Muito provavelmente [partiu] do Litoral entre Pernambuco e Paraíba. Boa parte desse óleo se deslocou e atingiu o Litoral Norte do Nordeste, como Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. E uma parte se dispersou pelo Litoral Sul, atingindo depois Alagoas, Sergipe e chegando à Bahia nos últimos dias”, afirma o professor.

Conforme o óleo passa mais tempo no mar, a densidade do material aumenta. “Ele vai se transformando, ficando de uma forma mais densa, que é esse material mais pesado que tempos visto nos últimos dias no Litoral Sul, principalmente em Sergipe e na Bahia”, afirma o professor.

Com a identificação do ponto do oceano em que o óleo começou a se alastrar, a nova etapa do trabalho consiste em checar a rota dos navios petroleiros e o material que cada um levava no fim de agosto, quando as manchas começaram a sujar as praias.

Na Capitania dos Portos de Pernambuco, o sistema de controle de tráfego de navios usa dados de satélite para localizar e identificar as embarcações que navegaram no litoral nordestino.

“O Centro Integrado de Segurança Marítima, o Cismar, está trabalhando para identificar os ventos, as correntes, os regimes de maré naquele período de agosto para identificar o causador desse acidente. Estamos atentos aos navios-tanque que transitaram pelo Nordeste”, diz o capitão dos Portos de Pernambuco, Maurício Bravo.

“Em Pernambuco, as informações são de que não tivemos novos eventos. Foram 19 praias identificadas com algum resíduo de óleo. Após o recolhimento, outros eventos não voltaram a ocorrer”, diz Bravo. Ainda não há um prazo definido para o término das investigações.

Nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se reuniu com ministros e comandantes das Forças Armadas para discutir o aparecimento de manchas de óleo em praias do Nordeste. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Defesa.

Após a reunião, Bolsonaro disse a jornalistas que as manchas de óleo estão sendo “analisadas” desde 2 de setembro. Ele afirmou que trata-se de uma investigação “bastante complexa” e frisou que o óleo não é produzido e nem comercializado no Brasil.

Segundo o presidente, o aparecimento das manchas pode ter origem criminosa ou acidental. De acordo com ele, existe um país “no radar”, mas Bolsonaro não quis dizer qual.

Via PE Notícias

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