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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Município de Ibimirim sofre surto de doença de Chagas


Um surto de doença de Chagas em Ibimirim (PE), no Sertão do Moxotó, acometeu pelo menos 25 pessoas durante um evento religioso realizado na Semana Santa na cidade. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que divulgou o caso nesta sexta-feira (31). Ao todo, 77 pessoas estiveram presentes e todas serão acompanhadas pelo sistema de saúde.

Segundo a SES-PE, esse talvez seja o maior surto de Chagas no Brasil, já que existem 25 casos sintomáticos, dos quais 20 foram confirmados por exame. A negativação do exame nos demais casos não exclui que a pessoa foi contaminada, já que os sintomas confirmam.

Apesar de os casos terem ocorrido no feriado, em abril, a primeira notificação chegou ao Estado apenas no dia 20 de maio, cerca de um mês depois. Atualmente, segundo a SES-PE, três pacientes já com comprometimento cardíaco se encontram hospitalizados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife.

Todos os pacientes internados no Recife estão sendo tratados com o medicamento Benzonidazol, produzido exclusivamente pelo Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe). A secretaria ressalta que busca, em conjunto com equipes da Regional de Saúde e da cidade de Ibimirim, outros casos suspeitos.

A secretaria informa que, até o momento, não há evidências para definição da forma de transmissão da doença, o que está sendo investigado.

Doença de Chagas

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Tripanossoma cruzi, cujo vetor é o triatomíneo (conhecido como barbeiro). Outra forma de transmissão é por meio de alimentos contaminados pelo Tripanossoma cruzi. Os sintomas são febre contínua, intermitente e prolongada por cerca de sete dias.

Outros sinais da doença são edema de face ou de membros, exantema (manchas vermelhas na pele), adenomegalia (inchaço de gânglios), hepatomegalia (inflamação do fígado), esplenomegalia (inflamação no baço), cardiopatia aguda, manifestações hemorrágicas, icterícia, náusea, astenia (perda ou diminuição de força física), mialgia (dor nas articulações) sinal de Romanã (edema inflamatório nas pálpebras) ou chagoma de inoculação (edema inflamatório na pele). 

Fonte: FolhaPE

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