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terça-feira, 16 de abril de 2019

PF apreende quatro veículos de investigados em esquema de fraude em benefícios do INSS

Carros foram apreendidos como desdobramento de operação que investiga concessão de aposentadorias irregularmente no Grande Recife — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal apreendeu quatro veículos de investigados na Operação Manager, que apura um esquema de concessão irregular de benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Grande Recife. Os quatro carros são um Honda Fit e um Civic, além de um Toyota SW4 e outro Bandeirante. O nome dos alvos não foi divulgado.

Segundo a PF, o prejuízo pelo esquema fraudulento, que envolvia integrantes de um sindicato de trabalhadores rurais e o gerente de uma agência do INSS, é estimado em R$ 34 milhões aos cofres públicos.

As apreensões foram determinadas pela 13 ª Vara Federal de Pernambuco, após pedido do Ministério Público Federal (MPF) pela apreensão e alienação antecipada dos veículos dos denunciados na ação penal. Eles respondem, em liberdade, por crimes como estelionato contra o INSS, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Carro foi apreendido pela Polícia Federal depois de determinação da Justiça Federal de Pernambuco — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Operação Manager, desencadeada em setembro de 2016, descobriu um esquema de concessão irregular de benefícios previdenciários. A PF aponta que os benefícios eram concedidos através de documentos falsos providenciados por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo de Santo de Agostinho, no Grande Recife.

O esquema passava também pela Agência da Previdência Social de São Lourenço da Mata, também na Região Metropolitana, apontou a investigação.

Segundo a Polícia Federal, após a concessão do benefício irregular, as pessoas eram “convidadas” a pegar empréstimos consignados, sendo que a maior parte do valor era repassado a integrantes da quadrilha. Os empréstimos eram feitos com auxílio de um correspondente bancário.

A PF afirma que, mensalmente, o prejuízo financeiro pela manutenção dos benefícios irregulares era de cerca de R$ 632 mil aos cofres públicos.

Do G1/PE

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