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segunda-feira, 11 de março de 2019

Paulo Afonso: Instituto Dom Mario Zanetta e Padre Lourenço Tori, continuando a história no semiárido brasileiro



Missa realizada no Cemitério Padre Lourenço Tori em Paulo Afonso-BA/Foto: Divulgação

Missa realizada no Cemitério Padre Lourenço Tori em Paulo Afonso-BA/Foto: Divulgação

Aos dias nove e dez do mês de março do ano de dois mil e dezenove, reuniram-se no salão paroquial da Paroquia Padre Lourenço Tori em Paulo Afonso-BA, um grupo de amigos e admiradores de Dom Mario Zanetta e Padre Lourenço Tori no intuito de juntos fundarem o INSTITUTO DOM MARIO ZANETTA E PADRE LOURENÇO TORI, o qual foi realizado com exito.

Os, então, Sócios Fundadores, são pessoas que conviveram direta ou indiretamente com os mesmos e que sentiram a necessidade de lutar para manter viva toda a trajetória desses dois homens que fizeram parte da história e desenvolvimento do município de Paulo Afonso - BA e cidades circunvizinhas, onde influenciaram significativamente na vida de muitos.

Foram dois dias de debates e diálogos, nos quais, os presentes aproveitaram o momento para compartilhar suas experiencias vividas ao lado dos missionários e, também, fizeram doações de cartas, documentos, livros e fotos para o acervo do Instituto.

Com debate e aprovação unanime, foram criados seguintes objetivos para o Estatuto:

I - Criar, apoiar, promover e desenvolver projetos com o fito de reunir todo o acervo fotográfico, documental, áudios, depoimentos, vivências e impactos do trabalho desenvolvido;

II - Promover estudos, debates, pesquisas, simpósios, conferências, seminários, cursos, feiras, oficinas, diálogos, mostras, palestras, festivais, exposições, exibições de filmes relacionados ao trabalho desenvolvido;

III - Promover a capacitação e formação inter-religiosa, intelectual e humana de indivíduos e grupos, bem como desenvolver metodologias e instrumentos que possam contribuir para o exercício da cidadania, o conhecimento e a promoção dos direitos humanos;

IV - Organizar e preservar acervo documental de interesse ou de valor histórico, material fotográfico, publicações, áudios, vivências e impactos do trabalho desenvolvido;

V - Disponibilizar e possibilitar a pesquisadores, estudantes e ao público em geral, nos diversos meios de comunicação, inclusive via internet, o acesso direto às obras, documentos e material referidos na alínea anterior;

VI - Captar recursos materiais e financeiros junto a organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, para a implementação de ações e projetos nas áreas de interesse social e na promoção dos direitos humanos;

VII - Estabelecer intercâmbio ou parceria com instituições e organizações públicas ou privadas, congêneres nacionais e estrangeiras para a promoção de atividades da área de interesse social e promoção dos direitos humanos, podendo celebrar acordos, convênios e contratos, inclusive para o patrocínio ou financiamento de suas iniciativas, da aquisição de bens, equipamentos e das atividades inerentes aos seus objetivos.

o Instituto contou com 19 sócio fundadores que, por eleição, nomearam os seguintes nomes para a diretoria: para Presidente: Alfredo Grosso, para Vice-Presidente: Luciano Pereira Aguiar, para Secretária Geral: Claudia Rejane de Sá Leal Santos, para Secretária Adjunta: Sandra Alexandre Xavier, para Tesoureiro: Everaldo Bezerra Patriota. Ademais, foram delegados os Conselheiros Fiscais, o Comitê de Comunicação e o Comitê de Pesquisa.

MAIS SOBRE DOM MÁRIO ZANETTA – 3º BISPO DE PAULO AFONSO/BA E PADRE LOURENÇO TORI


Dom Mário Zanetta, nasceu aos 29 de janeiro de 1938 em Santo Stefano di Borgomanero, na província de Novara, norte da Itália. Em 1949 ingressou no Seminário. Recebeu as “ordens menores” em 1957 e em 20 de dezembro de 1961 foi ordenado diácono. No dia 24 de junho de 1962, foi ordenado sacerdote. Após alguns anos como vigário coadjutor na Itália, aceitou o convite para ser missionário e no dia 24 de maio de 1969 os padres Lourenço Tori e Mário ZAnetta chegam a Paulo Afonso/BA.

No dia 3 de fevereiro de 1973, padre Lourenço Tori morre tragicamente num acidente. Padre Mário recolhe a herança do amigo e segue em frente. Nos 15 anos seguintes Padre Mário tornou-se um dos protagonistas do tumultuado e rápido crescimento de Paulo Afonso. Construiu creches e escolas, incentivou mutirões, encaminhou dezenas de pequenas atividades produtivas, se solidarizou com greves e protestos, edificou igrejas e capelas, constituiu grupos e movimentos, formou centenas de lideranças.

Quando Dom Aloysio Penna foi transferido para a Diocese de Bauru/SP, foi nomeado bispo pelo Papa João Paulo II. Em 14 de agosto de 1988 é sagrado Bispo por Dom Aloysio Penna, seu predecessor. De 1988 a 1998 foram 10 anos de grande atividade episcopal.

Criou novas paróquias, ordenou padres, trouxe para trabalhar na diocese numerosas comunidades de religiosas e alguns sacerdotes. Incentivou a formação e estruturação das pequenas comunidades de base e de grupos, movimentos e associações. Fiel ao seu lema episcopal, “Cremos na Caridade”, Dom Mário foi grande defensor das causas sociais.
A estas ações maiores há de se acrescentar milhares de pessoas que foram pessoalmente beneficiadas em suas pequenas ou grandes necessidades. Dom Mário foi um apaixonado pela comunicação e deixou grandes realizações neste campo: Editora Fonte Viva, TV Fonte Viva em Paulo Afonso, Rádio Regional de Cícero Dantas e Rádio Vaza Barris em Jeremoabo.

A ação e o entusiasmo de Dom Mário transbordavam os limites da Diocese de Paulo Afonso. Desde 1995 era presidente do Regional Nordeste 3 da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que compreendia 23 dioceses de Bahia e Sergipe. Foi presidente nacional da CPP, Comissão Pastoral dos Pescadores. Por conta deste cargo, visitou colônias de pescadores artesanais em todo o Brasil. Era também presidente, pelo segundo mandato do IRPAA, Instituto Regional para a Pequena Agropecuária Apropriada, com sede em Juazeiro/BA.

Acometido por grave acidente vascular cerebral, no dia 04 de novembro de 1998, faleceu em Recife no dia 13 de novembro. Foi enterrado em Paulo Afonso ao lado dos restos mortais de Padre Lourenço Tori, companheiro da primeira e desta derradeira hora.









Por Ascom

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