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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Partidários de Bolsonaro vibram em Brasília com posse do ‘Mito’

“O capitão chegou!” – cantaram eufóricos milhares de seguidores de Jair Bolsonaro nesta terça-feira na Esplanada dos Ministérios em Brasília, durante a posse do presidente que chamam de ‘Mito’ e no qual depositam suas esperanças de mudança. O grande momento desta maré verde e amarela chegou no início da tarde desta terça (1º), quando o capitão da reserva do Exército se dirigiu ao público do Palácio do Planalto, já com a faixa presidencial.

“É com humildade e honra que me dirijo a vocês como presidente do Brasil. Me coloco diante de toda a nação como o dia em que o Brasil começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto”, declarou do parlatório do Palácio do Planalto.

Acenando com uma bandeira do Brasil ao lado de seu vice, general Hamilton Mourão, Bolsonaro proclamou: “Essa é a nossa bandeira, que nunca será vermelha. Só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela”, exclamou, sendo ovacionado pelos presentes, aos gritos de “Mito! Mito!”.

“Vim apenas para a posse, fiz muito sacrifício, poupei para comprar a passagem de avião, mas no final conseguimos estar hoje na posse do nosso presidente Bolsonaro, com todo orgulho”, disse à AFP o aposentado Antonio Vendramin, do sul do país. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou a presença de 115 mil pessoas assistindo a posse, número inferior ao previsto pelos organizadores.

O capitão do Exército na reserva e nostálgico da ditadura militar venceu, em 28 de outubro, as eleições mais imprevisíveis dos últimos anos. E o fez após uma campanha atípica, na qual passou grande parte se recuperando de uma facada sofrida no atentado durante um comício.

Sacrifício
Procedentes de todos os pontos do Brasil, nenhum fã do “Mito” queria perder este momento histórico, improvável há apenas alguns meses. “É o final de uma grande luta. Precisamos de um homem como ele no poder. Contamos com ele para libertar o Brasil dos bandidos. Hoje o bandido tem mais liberdade para andar armado do que o cidadão de bem que cumpre a lei”, disse à AFP o empresário Zé Ivan, que viajou do Pará para estar presente ao ato.

Com bandeiras, camisas estampadas com o rosto do novo presidente e até mesmo usando fantasias de super-heróis, muitos fãs compartilharam bênçãos, ou gritaram frases a favor do novo presidente.

Ninguém parecia se importar com a chuva fina que caiu desde de manhã cedo, ou com os quatro controles pelos quais precisaram passar para ver o presidente e sua esposa, Michelle, realizando o percurso pela Esplanada em um Rolls Royce conversível, como manda a tradição. “Vim pelo mito. É algo que nunca vivemos antes na história do Brasil”, afirmou Vandelice Morais, uma professora afrobrasileira de 67 anos saída da Bahia.

Contamos com ele’ 
A cerimônia foi planejada com medidas de segurança sem precedentes para este tipo de ato, que deixou bloqueado o coração da capital, onde se estende a emblemática Esplanada dos Ministérios, entre a Catedral, o Congresso e o Palácio do Planalto.

Perto de uma das entradas, um jipe do Exército dava as boas-vindas “à festa da democracia” e lembrava que há atiradores de elite posicionados em locais estratégicos e um dispositivo em caso de ataque químico.

A insegurança é um dos temas que mais preocupa os brasileiros e que ajuda a explicar a ascensão de Bolsonaro, um deputado federal praticamente inexpressivo durante quase três décadas, mas cujo discurso a favor da mão de ferro conquistou muitos adeptos.

Usando uma camisa com o logo da polícia de Nova York, o professor Mauro Pena não escondia as esperanças de que o novo governo possa resolver o problema. “Contamos com ele para acabar com a criminalidade e para tomar medidas mais liberais na economia”, afirmou este docente de 36 anos, admirador do governo dos Estados Unidos.

‘E se funcionar?’ 
Bolsonaro também nunca escondeu a sua admiração pelo presidente americano, Donald Trump, com quem pretende colaborar estritamente. Trump não irá à posse, mas enviou o seu secretário de Estado, Mike Pompeo, como parte de uma comitiva de convidados integrada por 12 chefes de Estado e de Governo, além de outros representantes.

Entre eles está o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que visitou Bolsonaro no Rio de Janeiro e é um dos grandes representantes do eixo de governos com tom conservador e antiglobalização, aos quais o novo presidente quer se unir.

“A associação com Israel contribuirá muito para o Brasil em termos de tecnologia, mas para nós também é muito importante porque somos cristãos. Como essa união o Brasil será abençoado”, avaliou Denise Souza, uma comerciante de 30 anos chegada de Minas Gerais e que combinava a sua camisa amarela de Bolsonaro com uma bandeira de Israel nas costas.

“Os governos que vieram antes fizeram sempre o mesmo e deu no que deu”, afirmou o estudante Igor Freitas que, aos 17 anos, votou pela primeira vez nas eleições passadas. “Bolsonaro veio com uma postura totalmente diferente, por isso decidi votar nele. E se der certo?”, questionou.

Via Jornal Desafio

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