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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

A força energética da transposição do São Francisco


A Agência Brasil divulgou, em janeiro deste ano, que o País havia alcançado a marca histórica de 1 gigawatts (GW) de potência instalada em usinas de fonte solar fotovoltaica conectadas à matriz elétrica nacional. Dizia, ainda, que de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica a potência era suficiente para atender o consumo de 2 milhões de brasileiros. Agora ficamos sabendo, com a divulgação de um estudo contratado pelo Ministério da Integração, que se o governo federal quiser aproveitar o potencial dos canais da transposição do Rio São Francisco podemos produzir mais de 3 GW, ou seja, triplicar o que já era digno de se festejar.

É mais uma comprovação do acerto histórico dessa obra, que não é de grande importância apenas para o Nordeste mas para todo o País pela capacidade de responder a um dos maiores desafios de desenvolvimento nacional em todos os tempos, que é reduzir as desigualdades interregionais.

Trazendo o estudo a um plano mais próximo das populações que estarão diretamente beneficiadas pela transposição, a utilização do potencial energético poderá chegar aos consumidores de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e Ceará, que não seriam mais levados a ratear a conta da energia com o bombeamento das águas, um valor que chega a R$ 240 milhões por ano.

Essa possibilidade deve ser desde já adotada por todos os governantes, políticos e lideranças regionais como forma de entrar na agenda do novo governo federal a partir de janeiro. O ponto central a ser exposto é que o nosso País está entre os 30 países do mundo que possuem mais de um gigawatts de energia solar, e a entrada do Nordeste nessa conta a partir do estudo que acaba de ser exposto nos eleva a um patamar ainda mais notável nessa matéria, inclusive tomando por base algumas metas que foram postas e realçadas logo depois das eleições: segundo a Agência Brasil, o presidente eleito havia manifestado a intenção de propor investimento na exploração de energia renovável solar e eólica no Nordeste.

Todos os cenários desse estudo mostram o enorme potencial de nossa região, inclusive na atração de investidores privados que reduziriam os custos para o governo federal a apenas 7,9%, com a geração de mais de 100 mil empregos. O diagnóstico feito por Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, diz tudo sobre as pesquisas promovidas pelo Ministério da Integração, que agigantam ainda mais os benefícios da transposição das águas do rio São Francisco e devem ser o emblema de todo nordestino desde o início de 2019: “Trata-se de uma iniciativa estratégica, com a ação dos governos, em que seria possível contribuir de forma indelével para o abastecimento de água, geração de energia e para levar mais desenvolvimento para a região Nordeste”.

Via PE Notícias