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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Pernambuco tem a 4ª pior taxa de desemprego do País. Promessa de Paulo Câmara é criação de um Pacto pelo Emprego


Pernambuco registrou a quarta maior taxa de desemprego do País no terceiro trimestre deste ano (16,7%), situação que só não é pior que a do Amapá (18,3%), Sergipe (17,5%) e Alagoas (17,1%), de acordo com os dados da Pnad Contínua trimestral, divulgados ontem pelo IBGE. Embora a taxa seja a melhor do ano, quando comparada ao primeiro (17,7%) e segundo (16,9%) trimestres, ainda é considerada preocupante, significando que 700 mil pessoas estão sem ocupação. Com o resultado, Pernambuco figura na lista dos 14 Estados que apresentaram taxa superior à média nacional (11,9%). Durante campanha à reeleição, o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou a criação do Pacto pelo Emprego, que pretende envolver governo, sociedade e setor produtivo na tentativa de estimular a geração de vagas. O programa ainda não foi detalhado, mas o governo garante que ele já está em curso, apontando a redução do ICMS do óleo diesel de 18% para 16% como uma das primeiras ações para dinamizar a economia local. 

Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Silvio Costa Filho (PRB), a taxa de desemprego acima da média nacional mostra a falta de uma agenda que vise ao desenvolvimento do Estado. “Pernambuco tem ficado para trás nos índices de desemprego há quase 3 anos. Sempre aparece entre os Estados que têm o maior número de desempregados do País. Isso se deve a uma falta de política que vise ao desenvolvimento econômico, que estimule o setor produtivo. (Também há) falta de políticas públicas para as micro e pequenas empresas, para os empreendedores individuais”, argumenta.

Na visão do líder da oposição, é preciso diálogo entre o Executivo e o setor produtivo. “O governo do Estado não tem fomentado novas cadeias produtivas. Não tem dado assistência necessária a regiões importantes, como a piscicultura no Sertão de Itaparica, o polo gesseiro no Sertão do Araripe, ou o polo ceramista na Zona da Mata Norte. Além da falta de programas para o setor terciário do Estado, que é o setor de serviços. Pernambuco não tem uma política pública que vise à criação do emprego e da renda para a população”, dispara o oposicionista.

Já para o líder do governo no Legislativo, Isaltino Nascimento (PSB), o governador Paulo Câmara já tem trabalhado, após a reeleição, para viabilizar uma série de incentivos ao emprego e à renda em Pernambuco. “Na prática, uma parte significativa dos projetos que foram enviados para a Assembleia vão ao encontro desse novo momento do Estado de procurar estabelecer as diretrizes do Pacto Pelo Emprego. À medida que você reduz o percentual de imposto sobre o diesel, a cadeia produtiva do Estado tende a se otimizar. Porque estamos reduzindo o custo dos transportes e, ao mesmo tempo, fazendo com que tenha mais recursos circulando na economia”, afirma.

De acordo com o socialista, o programa Nota Fiscal Solidária, que injeta um valor R$ 175 milhões para mais de um milhão de beneficiários do Bolsa Família no Estado, também ajuda a economia. “Na prática, vai ajudar todos os municípios de Pernambuco. Porque em todos eles nós temos gente contemplada pelo Bolsa Família. E vamos injetar recursos na economia de todas essas cidades”, defendeu Isaltino, lembrando que novas medidas serão implementadas em 2019.

Via PE Notícias