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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Enquanto isso… Paulo Câmara promete e você paga a conta

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Toda proposta feita durante uma eleição tem dois elementos, principalmente quando se trata de fazer algo com o limitado orçamento abastecido pelo dinheiro do contribuinte. O primeiro elemento da promessa eleitoral é o benefício. Esse é repetido até fazer calo nos ouvidos do eleitor. O segundo elemento é a contrapartida, o “de onde tirar o dinheiro”. Questionado durante a campanha, é tratado pelos candidatos quase como um insulto contra aquele “santo” que pleiteia a vaga.


Na campanha em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) prometeu que iria dar 13° para o Bolsa Família. Na propaganda, afirmava que seria no valor de R$ 150. Quando se pedia detalhes, dizia que seria a partir de um fundo estadual, que já existia. Mas, como turbinar o fundo para arcar com os valores? Explicou-se agora: a população vai ter que pagar mais impostos. O aumento para alguns itens será de 2% no ICMS. E o beneficiário, pra receber, terá que pedir nota de tudo o que comprar da cesta básica durante o ano, garantir que o Estado arrecade e tentar receber R$ 150, no máximo. A gestão vai usar os beneficiários do Bolsa Família para arrecadar impostos e, se eles comprarem suficiente, receberão o valor no fim do ano.

Foi essa a informação que faltou durante a eleição.

Outra medida foi à redução de 2% no ICMS para o óleo diesel em Pernambuco. O curioso é que, em maio, na greve dos caminhoneiros, quando a intenção política era deixar que a gestão de Michel Temer (MDB) sangrasse para atrapalhar os adversários locais do PSB, o governo dizia que não tinha como reduzir o imposto.

Na época, o discurso da equipe de Paulo Câmara era que se reduzissem o valor do ICMS em Pernambuco iria faltar dinheiro para saúde e educação. “Os Estados já vivem em dificuldade por causa do governo federal”, justificavam.

Chama atenção que a redução era tratada como absurda e impossível no meio da crise que atrapalhou a vida de todo mundo. Agora, passada a eleição, refizeram os cálculos e ficou tudo bem. Não vai mais faltar dinheiro. Na próxima eleição tem mais…promessas. 

Via: Pinga Fogo