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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Cliente acusa restaurante de preconceito e retorna com moradores de rua para almoço coletivo


Nesta última terça-feira (20) um restaurante do Distrito Federal foi acusado de preconceito e teve como resposta algum incomum de um dos seus clientes. O tradutor de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), Raul Ribeiro, se incomodou após seu sobrinho, um adolescente de 13 anos negro, ter sido confundido com um “menino de rua” e tomou uma atitude inesperada. As informações são do portal Metrópoles.

No dia seguinte ao ocorrido, na quarta-feira (21), o rapaz voltou ao restaurante Armazém do Ferreira com pessoas em situação de vulnerabilidade e pagou almoço de todos, com direito a flores e um saxofonista. “É assim que se combate esse tipo de preconceito”, assegurou o intérprete.


Caso

Segundo contou Raul, o sobrinho, que mora em Planaltina, foi até o Plano Piloto para aprender montagens de hardware e noções de programação. “Perguntei se ele tinha almoçado, ele disse que não, então fui sozinho até o caixa para deixar a refeição paga, quando me perguntaram se eu estava pagando a comida para um menino de rua”, narrou.

Mesmo sem estar próximo, o adolescente pode escutar a conversa entre o tio e o funcionário e teria ficado chateado por ter sido confundido. “Eu não queria que ele ouvisse. No caminho, não disse nada, mas depois contou para o pai o que houve. Saímos dali rapidamente e o levei para uma lanchonete.”


Mal-Entendido

Procurado pela reportagem, o estabelecimento afirmou que tudo não passou de um mal-entendido por parte do cliente. De acordo com a gerência, o funcionário nem chegou a avistar o adolescente e só perguntou sobre a refeição para criança de rua, pois é hábito da administração do restaurante fornecer refeições para pessoas em situações de vulnerabilidade.

O local ainda ressaltou que é comum que outros clientes se dirijam ao caixa para pagar pela alimentação de pedintes, o que teria contribuído para a confusão. A pergunta feita a Raul não teria levado em consideração a cor da pele do jovem, já que seria feita a qualquer outro cliente com o intuito de propor pagar a refeição. “Ele saiu sem nos dar nenhum tipo de chance de explicar”, informou.


Via Varela Notícias