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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Adutora do Agreste: Governo quer desmatar mais 4,65 hectares


Enquanto o GEF-Terrestre vai liberar mais de R$ 1 milhão para preservar a Caatinga no Estado, por outro lado, o governador em exercício, Raul Henry, enviou à Assembleia Legislativa projeto de lei para desmatar 4,65 hectares (área equivalente a quatro campos de futebol) do mesmo bioma. Na justificativa, o Poder Executivo explica que a supressão é necessária para dar continuidade às obras do Sistema Adutor Ramal do Agreste, entre os municípios de Sertânia e Arcoverde. As obras da Adutora do Agreste começaram em 2013 e, quando finalizada, beneficiará 68 cidades do Agreste pernambucano.
Severino Ribeiro, diretor-presidente do Cepan, uma das instituições que colaboraram com o estudo sobre as perdas na Caatinga, destacou a importância de obras de infraestrutura como a do Ramal do Agreste, mas cobrou estudos técnicos que mostrem onde e como serão feitas as compensações ambientais. Segundo ele, o fato de Pernambuco ter perdido mais da metade do bioma também é reflexo da liberação desenfreada de supressão de vegetação, principalmente, de vegetação permanente. “Vemos estudos técnicos de uma área que vai sofrer desmatamento, mas onde estão os estudos que detalhem as compensações ambientais?“, questionou.
O gestor do Cepan ainda ressaltou o recurso de R$ 1,2 milhão liberados pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF-Terrestre) para a gestão estadual proteger a Caatinga. “Talvez, criar novas Unidades de Conservação (UCs) em áreas onde as frentes de desmatamento estão mais frequentes seja a melhor alternativa para proteger o pouco de Caatinga que ainda resta no Estado“, sugeriu Ribeiro.
O diretor-presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Eduardo Elvino explicou que a quantidade de hectares a ser compensada corresponderá ao dobro do que será suprimido, com o plantio de espécies nativas da Caatinga em Áreas de Preservação Permanente (APP). “A ideia é fazer o plantio na microbacia do Rio São Francisco para que o ecossistema não sofra tanto impacto com a retirada da vegetação”, afirmou. A CPRH vai acompanhar todas as fases técnicas da obra.