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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

“Quero ver qual é a obra de magia cinematográfica que o governador vai fazer pra fazer o que ele prometeu”, diz Marília Arraes

Dois dias depois de ser eleita deputada federal, a vereadora Marília Arraes (PT) concedeu entrevista a Rádio Folha FM , nesta terça-feira (09). Ela comentou sobre como foi sua campanha e marcou posição de seu mandato na oposição ao governador reeleito Paulo Câmara (PSB). Marília também criticou, de forma mais sutil, seu colega de partido, o senador Humberto Costa (PT).

Quarta mulher eleita em Pernambuco para a Câmara Federal – antes dela só se elegeram Cristina Tavares, Ana Arraes e Luciana Santos – Marília sai fortalecida destas eleições, com 193.108 votos. Ela antecipou se colocará na oposição a Paulo Câmara (PSB), apesar de pretender atuar de forma republicana. Ela disse que não é partidária do “quanto pior melhor” e trabalhará por Pernambuco. No entanto, não deixou de criticar o governador. “Quero ver qual é a obra de magia cinematográfica que o governador vai fazer pra fazer o que ele prometeu”, fazendo referência a promessas de campanha como o décimo terceiro do Bolsa Família.

Humberto

Durante a campanha, a relação de Marília Arraes com Humberto Costa ficou estremecida por conta do processo que barrou a candidatura da petista ao Governo de Pernambuco para garantir um acordo nacional de neutralidade entre PT e PSB. Na ocasião, Humberto foi visto como um dos articuladores da ida do PT à Frente Popular, contrariando a maioria da militância do partido. Desde então, Marília rivaliza com o senador, inclusive declarando apoio a Silvio Costa (Avante) ao Senado.

Com o palanque desmontado da eleição proporcional, Marília mudou o tom contra Humberto, mas não deixou de criticar, de forma mais amena, as escolhas do petista. Segundo ela, não ficou nenhum sentimento ruim em relação ao senador. “Não se faz política com raiva nem mágoa. A gente tem que fazer política com alegria e de cabeça erguida”, disse, antes de expor suas discordâncias, explicando porque não atendeu ao chamado de Humberto para conversar. “Eu não atendi por uma questão de agenda. Humberto costa é um bom parlamentar. Mas eu não estaria ao lado de Jarbas. Eu n faria isso porque a gente tem que respeitar a nossa história e ter coerência. O povo não aceita mais isso no cotidiano da política”, afirmou.

“Jarbas é anti-petista e tem posicionamentos reacionários, mas nosso campo político entendeu que ele deveria disputar. Acho que ele (Humberto) errou na política, mas acho que ele é um bom senador e vai representar bem Pernambuco no congresso”, ponderou Marília.

Campanha

Sobre sua caminhada até ser eleita, Marília comemorou. “Foi uma votação expressiva sem ter grande máquina e grandes estruturas ou aparato da política tradicional”, disse, destacando nomes que estarão ao seu lado na bancada do PT em Brasília como Carlos Vera e Fernando Ferro.

Saída do PT? “Eu sou do Partido dos trabalhadores, meu foco claro que é no PT, mas não poderia seguir certas determinações que a executiva nacional dá. Que eu saiba o PT é um partido que não deveria ter dono”, alfinetou Marília, explicando, por exemplo, a decisão de declarar voto em Dani Portela (PSol), a dois dias do pleito. “No final, na verdade eu não declarei apoio, eu disse em quem eu iria votar”, explicou. 

Com informações do Blog da Folha