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sábado, 13 de outubro de 2018

O que Haddad e Bolsonaro prometem para a educação?

Bolsonaro e Haddad disputam o segundo turno/Foto: Miguel Schincariol; Daniel Ramalho / AFP

Em uma eleição polarizada como a se desenhou neste segundo turno, surgem dois planos de governo antagônicos, que se transformaram no centro da discussão política entre os eleitores que voltarão às urnas em 28 de outubro. Na educação, os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) fazem promessas diferentes entre si. 

O petista, além de afirmar que irá revogar as reformas feitas pelo governo Temer, promete que a educação voltará a ser prioridade estratégica do País, da creche à pós-graduação. No plano de governo do pesselista, por sua vez, a educação passará a ter ênfase na infantil, básica e técnica, “sem doutrinação”.

Em um eventual governo Haddad, o ensino médio terá uma maior participação da gestão federal. As escolas serão transformadas em espaços de investigação e criação cultural, bem como polos de conhecimento, esporte e lazer. As matrículas nos ensinos superior, técnico e profissional serão expandidas. Citando a educação como “um dos principais meios de acesso à cultura [...] e um instrumento poderoso de desenvolvimento econômico e social”, Haddad promete adotar uma série de políticas públicas integradas, complementares e articuladas, como feito nos governos Lula e Dilma.

Além disso, Haddad promete investir 10% do PIB em educação; aumentar vagas em creches; ampliar a educação em tempo integral, especialmente em áreas de vulnerabilidade social; retirar “imposições obscurantistas” da Base Nacional Comum Curricular”; criar a “Escola com Ciência e Cultura” em contraponto à “Escola sem Partido”; e retomar investimentos na educação do campo, indígena e quilombola.

Já o plano de governo de Bolsonaro se mostra como um grande discurso contra os governos de esquerda, especialmente os do PT. Seu projeto prevê “fazer muito mais com os atuais recursos” destinados à educação. A educação básica e os ensinos médio e técnico serão a prioridade inicial de um eventual governo.

Bolsonaro também pretende mudar a metodologia escolar para “expurgar a ideologia de Paulo Freire” e “instalar mais disciplina” nas escolas. A educação a distância será “vista como um importante instrumento” e deverá ser considerada como uma alternativa para áreas rurais. O ensino da matemática, da língua portuguesa e das ciências deverá ser ampliado “sem doutrinação e sexualização precoce”.

Outros pontos de destaque do plano de governo de Bolsonaro na educação são a fomentação do empreendedorismo nas faculdades e a transformação do Brasil em um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento de grafeno e nióbio. Por fim, o candidato promete instalar em um intervalo de dois anos um colégio militar em todas as capitais de estado.

Via FolhaPE