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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Mestre de capoeira é morto com facadas após discussão política na Bahia

Moa do Catendê foi morto a facadas, na Bahia|Foto: Reprodução / Facebook

O mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, foi morto a facadas na madrugada desta segunda-feira (8) após uma discussão política em Salvador.
Conhecido como Moa do Katendê, ele estava em um bar No bairro do Engenho Velho da Federação, periferia de Salvador, quando discutiu com outro homem sobre a eleição presidencial.

O capoeirista defendeu o voto em Fernando Haddad (PT) enquanto o agressor, aos gritos, defendia o apoio a Jair Bolsonaro (PSL) - ambos disputarão o segundo turno. A discussão terminou com Katendê sendo atingido por 12 golpes de faca. Ele morreu no local. O primo de Katendê, Germinio do Amor Divino Pereira, 51, também foi atingido por uma facada no braço direito, mas foi socorrido no Hospital Geral do Estado e passa bem.

A Polícia Militar foi acionada e o suspeito do crime foi preso em uma casa do bairro após tentativa de fuga. Com um corte no dedo, ele recebeu atendimento médico e, na sequência, foi detido no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Em depoimento à polícia, Paulo Sérgio Ferreira de Santana confessou o assassinato e disse estar arrependido. Ele afirmou que estava bebendo desde cedo e alegou que foi ofendido pela vítima, que o teria xingado em meio a uma discussão sobre a eleição.

Ele afirmou que, após a discussão, foi até sua casa buscar uma faca do tipo peixeira e retornou ao bar, onde desferiu golpes nas costas e no pescoço da vítima.
Segundo a polícia, Paulo tinha envolvimento com outros dois casos de violência após discussões em 2009 e 2014.

Além de capoeirista, Moa do Katendê era compositor, dançarino, percussionista, artesão e militante do movimento negro na Bahia. Foi um dos compositores do Ilê Aiyê, maior dos blocos afro da Bahia, e também foi um dos fundadores dos afoxés Badauê e Amigos do Katendê. Em redes sociais na internet, amigos do mestre de capoeira lamentaram seu assassinato e cobraram por justiça.

O senador eleito Jaques Wagner (PT) afirmou que a morte de Katendê por motivação política é inaceitável e manifestou solidariedade à família. "É deplorável que a diversidade de posicionamentos, a maior riqueza da democracia, motive perseguições e até mortes. Ou voltamos à normalidade democrática com garantia da liberdade de opinião e respeito às diferenças ou viraremos um faroeste, uma terra sem lei", disse.

Via FolhaPE