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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Gestão da saúde divide presidenciáveis

Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) adotam formas diferentes de lidar com os eleitores e a opinião pública/Foto: Nelson Almeida/AFP

Um dos temas que lidera a preocupação dos brasileiros e figura entre os mais citados como um dos piores pontos na avaliação do atual governo, de acordo com pesquisas realizadas pelo Datafolha e Ibope, ainda no primeiro turno, a Saúde Pública parece ter ficado de lado dos discursos e entrevistas dos candidatos à Presidência da República Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno.

Para o cientista político Antonio Lucena, a ausência de propostas, na segunda fase da disputa, é uma estratégia dos candidatos. Segundo ele, “as pessoas querem frases de efeitos” e “a polarização muito grande do debate entre o petismo e o antipetismo” é o que tem dominado a agenda”. No entanto, as propostas existem e, para o cientista político, são “muito vagas”.

Em suas plataformas, apesar de apresentarem muitas discordâncias, neste quesito, os presidenciáveis apresentam algumas ideias semelhantes, como a adoção de um prontuário eletrônico que permita reunir o histórico do paciente, incluindo consultas realizadas, medicamentos prescritos e resultados de exames e soluções para a regionalização dos serviços de saúde.

Entretanto, os candidatos divergem sobre os recursos para a área. No seu programa de governo, Bolsonaro pontua que “abandonando qualquer questão ideológica, chega-se facilmente à conclusão de que a população brasileira deveria ter um atendimento melhor, tendo em vista o montante de recursos destinado à saúde”. Para ele, "é possível muito mais com os atuais recursos".


Já Haddad defende que o “Brasil precisa enfrentar a queda proporcional das despesas federais de saúde em relação aos gastos públicos totais da área, assim como criar condições para ampliação do gasto federal em saúde em relação ao PIB”. Para o petista, de acordo com o seu plano de governo, o País deve “aumentar progressivamente o investimento público em saúde, de modo a atingir a meta de 6% em relação ao PIB”.

O diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Pernambuco, Sinval Brandão, ressalta que a expectativa da comunidade científica e da Fundação é a de que o novo presidente “mantenha os investimento necessários” para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) que, segundo ele, “ultimamente tem indicado fragilidades na atenção à população” e que, “ganhe quem ganhar”, tenha esse cuidado de fortalecer as áreas que precisam ser fortalecidas da questão primária e do atendimento de maior complexidade.

O diretor também pontua que espera-se que os recursos na área de Ciência e Tecnologia sejam recuperados. “Nos últimos quatro ou cinco anos, a gente teve uma diminuição de recursos governamentais para a ciência e tecnologia. Então, a expectativa da comunidade científica e nós, da Fiocruz em particular, é que temos a melhor expectativa do governo que for assumir, recupere essas fatias orçamentárias que nós tínhamos nesse período anterior, que representa em torno de 2% do PIB em investimento em ciência e tecnologia.”

Programa

Entre as sugestões de Bolsonaro está a criação da carreira de Médico de Estado, para atender às áreas remotas e carentes do Brasil - demanda antiga da classe médica e defendida fortemente por entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB). O militar da reserva também exemplifica, em seu plano de governo, que a prevenção da saúde bucal e o bem estar das gestantes representa significativa redução de prematuros e promete estabelecer nos programas neonatais em todo o país.

Já Haddad reforça o compromisso com o SUS e sua implantação total para assegurar a universalização do direito à saúde. Ele também defende a regionalização dos serviços de saúde que "deve se pautar pela gestão da saúde interfederativa, racionalizando recursos financeiros e compartilhando a responsabilidade com o cuidado em saúde”. Além disso, o partido propõe explorar ao máximo a potencialidade econômica e tecnológica do complexo industrial da saúde, de forma a atender as necessidades e especificidades do setor, reduzindo custos e aumentando eficiência.

Outro ponto antagônico nas plataformas é o programa Mais Médicos. Enquanto Haddad promete retomar e ampliar o programa, Bolsonaro defende alterações. Para o capitão reformado, os médicos podem atuar no País, "caso sejam aprovados no Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira)”, e as famílias poderão imigrar para o Brasil. 

Via FolhaPE