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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Fotos: Mãe fantasia filho de escravo e é bombardeada nas redes sociais; MP vai investigar

Uma mulher fantasiou o filho de escravo para uma festa de Halloween em uma escola de Natal, capital do Rio Grande do Norte. As fotos da criança foram divulgadas pela mulher nas redes sociais dela, logo ganharam repercussão e ela acabou sendo bombardeada com críticas à fantasia.

“Quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio. #escravo”, escreveu a mãe na legenda das fotos, que foram compartilhadas por diversos perfis na segunda-feira (30). “A classe média brasileira não me surpreende. É estúpida e ignorante”, comentou um internauta. “Mas ela é provavelmente branca e rica, vai dizer que era “brincadeira” e que as pessoas são chatas, mimizentas e vai ficar por isso mesmo. Essa eleição tirou todos do armário”, desabafou outro.

Após a repercussão negativa, a mulher apagou a publicação e pediu desculpas pela atitude. “Jamais foi minha intenção ofender alguém, estou extremamente arrependida por tudo que aconteceu e me sentindo muito mal com os xingamentos e ameaças horríveis que estão me mandando”, disse. No Twitter, a moça se pronunciou outra vez e de novo foi atacada, isto porque afirmou que não existiu escravidão no Brasil.


“Não leiam livros de história do Brasil. Eles dizem que existiu escravidão de negros no País, mas isso é mentira. Não discuta com essa afirmação, pois você estará sendo racista, a pior pessoa, um lixo. Só não entendi ainda se o problema foi o a fantasia ou o “17” na foto”, escreveu.


O Colégio CEI, onde o menino estuda, lamentou a situação. “Lamentavelmente, a escolha do traje para a participação do Halloween, feita pela família do aluno, tocou numa ferida histórica do nosso País. Amargamos as sequelas do trágico período da escravidão até os dias de hoje. O Colégio CEI não incentiva nem compactua com qualquer tipo de expressão de racismo ou preconceito, tendo os princípios da inclusão e convivência com a diversidade como norte da nossa prática pedagógica”, afirmou.


Por conta da repercussão, a Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou um procedimento para acompanhar o caso. Em nota, o MP alegou que o caso será acompanhado em segredo de Justiça por envolver uma criança, seguindo o indicado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Via Varela Notícias