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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Ao som do frevo, ato pró-Haddad reúne manifestantes nas ladeiras de Olinda; veja fotos

Ato pró-Haddad em OlindaFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Ao som de frevo e gritos de “ele não”, cerca de 80 blocos carnavalescos percorreram, neste domingo (21), as ladeiras da Cidade Alta de Olinda, no Grande Recife, em ato de apoio à candidatura do presidenciável Fernando Haddad (PT). A uma semana da eleição, o ato Amor em bloco, liderado pelo Eu Acho é Pouco, saiu do Largo de Guadalupe em direção ao Amparo, com destino à Praça 12 de Março, em Bairro Novo, arrastando 20 mil pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar, no entanto, não divulgou estimativa de público. 


Os organizadores destacaram que, apesar do simbolismo carnavalesco, tratou-se de um ato político. Estandartes, bandeiras vermelhas do PT e camisas de “Lula Livre” e “Haddad13” embalaram a mobilização. Apesar de pacífico, alguns manifestantes vaiaram moradores que exibiam camisa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Até o fechamento desta edição, segundo a PM, não houve registro de incidentes em Olinda. 

Entre eleitores e simpatizantes, o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, criticou as supostas ações de empresários que teriam bancado fake news via WhatsApp contra o PT. “Nesses dias vimos, inclusive, o tipo de manipulação que eles estão fazendo nas consciências dos brasileiros através de notícias falsas e caixa dois”, reclamou o petista. “Mas Olinda tem como imagem a diversidade, a cultura, a convivência de diferentes cores, pessoas e blocos. (Esse ato) é um sinal forte de uma reação que está geral na sociedade de não aceitar o retrocesso no padrão civilizatório”, acrescentou. 


Além dele, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB), eleita vice-governadora, a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o deputado estadual eleito João Paulo (PCdoB), a ex-candidata ao governo estadual Dani Portela (PSOL) e o vereador Ivan Moraes (PSOL) também participaram. A advogada Selma Valongueiro, 56, estava fantasiada de índia. “Apesar de ser a figura do bloco, é também uma posição política contra o extermínio dos índios e (contra) esse discurso de (exploração de) terras indígenas”, declarou. Fantasiado de “luto”, montado numa “burrinha”, Wilson Roberto, 54, disse que representava o luto pela cultura popular e a burrinha, eleitora do PT, tratava-se de ironia ao discurso preconceituoso contra os eleitores petistas.

O evento não foi isolado. No último sábado, manifestantes foram às ruas em diversas cidades do País - como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília - “contra o fascismo e a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão”. No Recife, a concentração foi na Praça do Derby e o ato seguiu pela Conde da Boa Vista, em direção à Praça da Independência. O PT estimou 30 mil pessoas. Estes atos, a uma semana da eleição, visam ao estimulo da militância para reverter votos nesta reta final. 

Haddad
Em São Luís, no Maranhão, Haddad reagiu às declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do seu adversário, que menosprezou o Supremo Tribunal Federal (STF), ao dizer que para fechar a Corte era necessário um soldado e um cabo. “O Bolsonaro é um chefe de milícia e os filhos dele são milicianos, são capangas. Não se controla esse tipo de violência. O medo de quem tem juízo só cresce, só quem está anestesiado não tem medo”, declarou. 



Via FolhaPE