CLIMAGEM

CLIMAGEM

TRINDADE MÓVEIS

TRINDADE MÓVEIS

JAQUES

JAQUES

CHURRASCARIA E HOTEL NILSON

CHURRASCARIA E HOTEL NILSON

CONVENIÊNCIA BODEGA DA VILLA

CONVENIÊNCIA BODEGA DA VILLA

domingo, 30 de setembro de 2018

Voo com Bolsonaro para o Rio tem tumulto entre apoiadores e críticos da campanha


Após receber alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no início da tarde deste sábado, Jair Bolsonaro (PSL) embarcou em voo comercial da companhia Gol com destino ao Rio de Janeiro. A decolagem da aeronave atrasou cerca de meia hora, enquanto o candidato e sua comitiva eram acomodados. Os policiais federais que acompanhavam o presidenciável pediram para que alguns passageiros trocassem de lugar para que a segurança ficasse mais perto dele. A situação provocou um princípio de tumulto.

Enquanto Bolsonaro era acomodado na primeira fila, passageiros que apoiavam o capitão da reserva começaram a gritar “ele sim”, ao mesmo tempo em que os contrários puxavam o coro de “ele não”. Alguns, mais exaltados, ameaçaram deixar o avião, o que foi contornado pelos funcionários da companhia aérea.

As portas da aeronave foram fechadas só depois de controlada a situação.

Bolsonaro ficou internado por 23 dias. Ao receber alta nesta tarde, não conversou com jornalistas, apenas se despediu da equipe médica e de enfermagem e deixou o local acompanhado de familiares. Pelo menos 12 carros faziam parte de sua comitiva.

Doze agentes da PF fizeram a escolta do Bolsonaro até o aeroporto. Um grupo pequeno de apoiadores esteve no saguão de Congonhas para tentar encontrar o candidato. Ele, no entanto, usou a entrada destinada a autoridades.

Pouco antes da aterrissagem no aeroporto Santos Dumont, dezenas de pessoas esperavam a chegada do capitão da reserva, que não saiu pela área de desembarque com os demais passageiros. Ao descer, Bolsonaro acenou para as pessoas que aguardavam na pista e dispensou uma cadeira de rodas.

Escoltado pela Polícia Federal, o candidato seguiu direto para casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, segundo sua assessoria. Ele deixou o aeroporto pelo portão Sul e seguiu pela Avenida Presidente Vargas e Alto da Boa Vista.

Ao chegar ao condomínio onde mora na Barra da Tijuca, Bolsonaro, foi recebido por centenas de apoiadores.

Ele chegou sob forte esquema de segurança escoltado por carros da Polícia Federal e batedores da tropa de choque da Polícia Militar. Seus apoiadores cantaram o hino nacional e empunhavam varias bandeiras do Brasil, gritavam “eu vim de graça” e cartazes apoiando o candidato do PSL.

Sob os gritos de “o capitão voltou”, as amigas Scheila Fonseca, 62, e Cirena de Oliveira, 61, estavam empolgadas com a saída do candidato do hospital. Mais cedo, ambas, que integram o grupo Mulheres com Bolsonaro no Facebook, se encontraram na Praça do Ó, onde havia uma manifestação a favor do candidato.

Scheila, que é gaúcha e mora no Recreio há cerca de dois meses, disse que está confiante que o capitão da reserva será eleito no primeiro turno e que votará em Bolsonaro por causa da situação de insegurança no país.

– Eu nunca o vi pessoalmente, nem hoje. Eu acredito que ele não vai mais fazer campanha na rua, tem que se recuperar. Os eleitores vão fazer campanha por ele. Acho que a gente ganha no primeiro turno, disse.

Cirena saiu do Meier para ver a volta do candidato para casa e, diferentemente da amiga, acha que ele ainda volta a fazer campanha nas ruas.

– Eu acho que ele volta.

Não há previsão para que Bolsonaro participe de eventos públicos neste final de semana. Seus aliados, no entanto, não descartam uma possível agenda de compromissos para os próximos dias.

– Não há previsão sequer de ele falar com a imprensa, mas vocês (jornalistas) conhecem o Bolsonaro, né? – disse Major Olímpio, presidente do PSL em São Paulo, e um dos coordenadores da campanha presidencial.