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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

"Quero de volta o meu 7 de setembro", por Hilton Filho


Quero de volta o meu 7 de setembro!

Nasci em Petrolândia, e por lá vivi até o progresso submergir o histórico de um legado. Guardo muitas e alegres lembranças da cidade. Fecho os olhos, me concentro, e sou capaz de me lembrar perfeitamente de lugares e passagens. Mudei para a nova Petrolândia, mas a velha cidade jamais saiu de mim.

Nasci em 67 e vivi a infância no auge do regime militar. Tinha como meu vizinho um juiz de direito, Dr Jurandir Soriano, mas lembro-me bem dos praças que faziam a segurança. Sempre me deixavam segurar os fuzis e vestir os quepes. Eram bem legais.

Estudava na Aliança. Na entrada da escola havia sempre “hora cívica”. Todos se reuniam no pátio e cantavam hinos em homenagem à pátria, à independência e à bandeira. Lembro-me de matérias como OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e EMC (Educação Moral e Cívica).

Minha Petrolândia era perfeita. Plana, arborizada, pouquíssimo trânsito, violência zero. Minha rua era a Dom Pedro II e era vizinho do mercado público e da rua regente Feijó (rua do comércio).

Os desfiles de 7 de setembro eram imperdíveis. Ia cedo para a escola (Aliança) e me sentava sob as árvores, com meus colegas. Antes do início, músicas nacionalistas e patrióticas. Lembro-me delas até hoje e sinto uma tremenda saudade. Sinto também muita pena por não poder viver um momento igual com os meus filhos. Não que me falte vontade de ir assistir hoje em dia, mas me recuso a assistir essa versão peleguismo que essa gente abjeta que tomou a cidadania e o patriotismo de assalto.

A esquerda destruiu o orgulho de ser Brasileiro!

Os socialistas, comunistas, petistas e sei lá mais quantos “istas” demonizaram o que havia de mais importante em nossa cultura: o amor à pátria. Transformaram tudo o que representava ordem, respeito, disciplina e hierarquia em “coisa da ditadura”. Montaram bunkers nas escolas, nas universidades, nas redações da imprensa a fim de recontar o passado, patrulhar o presente e emporcalhar o futuro.

Conseguiram rebaixar as instituições guardiãs da lei e da ordem (Forças Armadas e Polícias Civil e Militar), enxovalhar a importância dos poderes constituídos (executivo, legislativo e judiciário), destruir o modelo (rígido) de educação escolar, execrar os valores morais e religiosos das famílias, espalhar a cultura do vitimismo e da luta de classes, minar a democracia e alijar o patriotismo do coração e da alma do cidadão.

Eu nasci e cresci no regime militar. Fui uma criança normal com uma infância comum. Jamais percebi a opressão do Estado. Nunca ouvi falar de alguém que foi torturado ou morto. Nunca fui assaltado nem vi violência nas ruas. Jamais ousei desrespeitar um professor ou alguém mais velho. Nunca tive medo da polícia ou de um soldado. Ao contrário! Nas minhas brincadeiras eles eram sempre os heróis.

Hoje é 7 de setembro, mas e daí? Pra mim não tem desfile. Não existe mais cidadania, não tem sequer patriotismo. Que pena, o que resta é só a saudade!

Segue a viagem...

Por Hilton Filho - Poeta de Petrolândia