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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Corpo de pernambucana morta na Nicarágua chega ao Recife na sexta-feira

Raynéia Gabrielle Lima foi morta na Nicarágua, no dia 23 de julho de 2018 (Foto: Reprodução/ Facebook )

O corpo da estudante de medicina Raynéia Lima, pernambucana de 30 anos morta na Nicarágua no dia 23 de julho, chega ao Recife na sexta-feira (3). De acordo com o secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Pedro Eurico, foi concluído na manhã desta terça-feira (31) o processo de transferência dos recursos para o traslado do cadáver, que sai de Manágua, capital daquele país, na quinta-feira (2).

Segundo o governo do estado, o corpo havia sido liberado pelo Instituto de Medicina Legal do país da América Central no dia 26 de julho, mas o governo ainda tentava realizar os trâmites para pagar à funerária que embalsamou o corpo de Raynéia.

Da Nicarágua, país que enfrenta uma crise sociopolítica com manifestações contra o presidente Daniel Ortega, no poder desde 2007, o corpo vai ser trazido ao Brasil pela companhia Copa Airlines, em um trajeto que sai de Manágua, passa pelo Panamá e, em seguida, chega ao Recife.

“Só temos voo para o Recife nas segundas e quintas e, por isso, o corpo vai deixar a Nicarágua às 14h30 da quinta-feira, no horário de Pernambuco, em direção ao Panamá. O voo sai do Panamá às 18h15, chegando à 0h35 da sexta-feira. O corpo será recebido pela representação diplomática do Itamaraty em Pernambuco, pelo governo e familiares”, explicou Pedro Eurico.

Pedro Eurico é secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco (Foto: Pedro Alves/G1)

No momento em que chegar ao Brasil, o corpo de Raynéia segue em direção ao Cemitério Morada da Paz, no município de Paulista, no Grande Recife.

O sepultamento ocorre às 11h da sexta-feira (2). Ao todo, segundo Pedro Eurico, os recursos transferidos à funerária responsável pelo embalsamamento totalizam R$ 16.112. A Copa Airlines, responsável pelo traslado, dispensou o pagamento.

Segundo a historiadora Juliana Rocha, ex-cunhada de Raynéia, a família vai recepcionar o corpo durante a chegada ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, na Imbiribeira, na Zona Sul da capital.

“A sensação é de alívio, uma situação de mais conforto depois de tudo o que aconteceu. Vamos para o aeroporto na sexta-feira e, de lá, direto para o cemitério”, explicou Juliana.

Investigação
O governo de Pernambuco informou também que solicitou que a Corte Interamericana de Direitos Humanos investigue o assassinato da jovem. Segundo Pedro Eurico, as respostas do governo da Nicarágua sobre o caso foram insuficientes para concluir as investigações.

“O que o governo da Nicarágua apresentou como causa, quando apresentou um suspeito, não nos satisfaz. Eles tentam apresentar esse como um caso isolado, mas esse provável suspeito teria participação em grupos políticos na Nicarágua. Ele já tinha servido ao governo do atual presidente. Nós exigimos a devida apuração desse crime”, afirmou Pedro Eurico.

Além de buscar esclarecimentos junto ao governo nicaraguense sobre o assassinato da pernambucana, o Itamaraty convocou a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Lorena Martínez, a dar explicações ao Ministério das Relações Exteriores sobre a morte da estudante.

Entenda o caso
Raynéia Gabrielle Lima foi morta na segunda-feira (23) no sul da capital da Nicarágua, onde cursava medicina, após ser atingida por tiros disparados por "um grupo de paramilitares". No país desde 2013, a pernambucana se preparava para voltar ao Brasil em 2019, segundo a mãe, a aposentada Maria Costa. (Veja vídeo acima)

Na quarta-feira (25), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco se dispôs a arcar com os custos do traslado e do funeral de Raynéia Lima.

No mesmo dia, a secretaria informou que faria o pagamento apenas do traslado, porque o sepultamento do corpo da estudante foi programado para ser realizado em um cemitério na Região Metropolitana do Recife, onde a família possui jazigo.

A aposentada Maria Costa junto com a filha, Rayneia Lima, que foi assassinada na Nicarágua (Foto: Acervo pessoal)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) responsabilizaram o governo da Nicarágua por "assassinatos, execuções extrajudiciais, maus tratos, possíveis atos de tortura e prisões arbitrárias". Segundo a Associação Nicaraguense de Direitos Humanos, mais de 350 pessoas morreram, entre elas, muitos estudantes, devido à crise no país.

Do G1