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terça-feira, 17 de julho de 2018

Mulher resgatada por navio humanitário sobreviveu à deriva com dois cadáveres no Mediterrâneo


Equipes de resgate da ONG espanhola Proactiva Open Arms descobriram os restos de uma embarcação à deriva com uma mulher ainda viva, e os corpos de outra mulher e um menino, durante uma patrulha marítima na costa da Líbia. Josepha, a sobrevivente, uma camaronesa de 40 anos, foi resgatada nesta terça-feira (17), em estado de choque.

Não é possível saber ainda o que aconteceu com os outros migrantes que provavelmente estavam a bordo da jangada. Na hora do socorro, a embarcação estava completamente vazia e apenas algumas tábuas ainda flutuavam a cerca de 80 milhas náuticas, a nordeste de Trípoli, capital líbia, segundo a ONG Proactive Open Arms.

A guarda costeira do país disse que resgatou 158 pessoas em um barco na segunda-feira (16), a 16 milhas náuticas de distância de Khoms, relativamente distante da área onde o barco foi encontrado.

A mulher que sobreviveu é uma camaronesa de 40 anos chamada Josepha. Segundo a equipe médica a bordo, sua condição era estável, mas ela estava extremamente traumatizada e precisava de atendimento médico e psicológico "urgente". A equipe médica também recomendou uma transferência rápida dos dois cadáveres, já que os Open Arms não possuem material a bordo de refrigeração, especialmente para o corpo da outra mulher, aparentemente morto há várias horas antes, além do cadáver da criança.

O Open Arms e o Astral, os dois navios da ONG espanhola, retornaram nesta terça-feira da Líbia, após várias semanas de ausência. A Itália, que se recusa a sediar migrantes resgatados, e Malta, que proíbe que os navios humanitários atraquem, limitaram severamente a possibilidade de intervenção de ONGs na área.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, líder de extrema-direita da Itália, criticou o retorno dos navios humanitários com um tuíte: "Dois navios de ONGs espanholas retornaram ao Mediterrâneo esperando pelo envio de seres humanos. Que eles poupem tempo e dinheiro, porque verão os portos italianos apenas em cartão postal".

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Por G1/Mundo