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domingo, 7 de janeiro de 2018

Papado de Francisco chega a 5 anos entre aplausos e resistência

O papa Francisco está chegando ao término de cinco anos de pontificado, a serem completados em 13 de março de 2018, com altíssimo índice de aprovação dos católicos e generalizada admiração de adeptos de outras religiões, mas, ao mesmo tempo, com expressiva resistência de setores da Igreja.  Aos 81 anos, celebrados em 17 de dezembro, às vésperas do Natal, o argentino Jorge Mário Bergoglio, enfrenta os obstáculos com determinação e programa viagens internacionais, apesar da saúde confessadamente frágil.  

“Sei que vou durar pouco, dois ou três anos, e depois vou para a Casa do Pai”, afirmou Francisco, em agosto de 2014. Se a previsão fosse para valer, o papa já estaria no lucro, pois o prazo se esgotou. Ele admitiu, na época, que tinha problemas de saúde, “alguns problemas de nervos”, dos quais teria de cuidar. Lembre-se, além disso, que extraiu parte de um pulmão, na juventude. Por isso, jamais canta nas cerimônias religiosas, pois é incapaz de entoar uma antífona, uma palavra que seja, para a recitação de um salmo. 

Francisco admitiu a hipótese de vir a renunciar, se achasse que não teria mais condições de dirigir a Igreja. “Bento XVI abriu uma porta, que é institucional”, disse. Seria estranho e admirável ver dois papas eméritos passeando pelos jardins do Vaticano, se Francisco decidisse fazer companhia a seu predecessor. A não ser que ele preferisse outro destino, como voltar para Buenos Aires, “o fim do mundo” de onde saiu, ao ser eleito em março de 2013. Estas são hipóteses remotas, pouquíssimo prováveis, mas não descartáveis.   

Mais previsível é que Francisco continue à frente da Igreja mais alguns anos, com forças suficientes para enfrentar os desafios de sua missão e a oposição dos adversários, dentro e fora da Cúria Romana. A resistência aflorou em 2016 com a divulgação de uma carta assinada por quatro cardeais, liderados pelo norte-americano Raymond Burke, que questionaram o papa, pedindo que esclarecesse cinco dubia, ou questões para eles contrárias à doutrina, suscitadas pela exortação apostólica Amoris Laetitia (A alegria do amor), sobre o Sínodo da Família. 

Sacramentos. Burke e os outros cardeais, dois deles agora mortos, exigiam esclarecimento para a orientação de que os bispos das dioceses atuem como últimos juízes para permitir o acesso aos sacramentos de católicos em segunda união. Aos bispos, escreveu o papa, cabe ter discernimento para, ao analisar cada situação, permitir ou não que os divorciados recasados possam comungar. Os cardeais opositores argumentam que esses católicos cometem adultério, estão em pecado e, portanto, não podem receber a eucaristia.

 O então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal alemão Gerhard Ludwig Muller, fez a apresentação do livro dos críticos, sendo por isso apontado como opositor ao papa, mas depois disse que a exortação apostólica não era contrária à doutrina.

Afastado da Congregação após cinco anos de mandato, disse que sua saída não se devia a supostas divergências com Francisco. Muller havia dito que as coisas que o papa está falando são boas pastoralmente, mas não têm densidade teológica.

Ao exigir uma resposta do papa, Burke disse que se corre o risco de provocar um cisma na Igreja, se for mantida a orientação. Francisco não respondeu aos cardeais opositores, mas em carta aos bispos argentinos manteve a orientação dada na exortação apostólica e afirmou que o documento reflete o magistério e que, portanto, deve ser seguida como orientação oficial do sucessor de Pedro. Burke ainda não se manifestou, após essa explicação, mas as críticas à Amoris Laetitia se multiplicam nas redes sociais. O canal Alerta cristão, conservador, vê blasfêmia e heresia nas atitudes e palavras do papa. 

Via PE Notícias