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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Palácio se aproxima de cortejados por Fernando Bezerra Coelho


O pacote de deputados que o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB) prometeu levar à oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) pode não se concretizar. Enquanto todos esperam a definição do rumo que o PMDB tomará, o socialista ensaia, nos bastidores, uma reaproximação com os quadros que sinalizam sair da base. Na semana passada, o chefe do Executivo estadual teve uma conversa com o deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (sem partido) e o deputado federal João Fernando Coutinho (PSB) voltou a participar de agendas no Palácio. Já Marinaldo Rosendo é o único com chances de deixar a cúpula socialista, mas não deverá aceitar o convite do senador - de ingressar no PMDB. Ele teria, inclusive, acertado a ida para o DEM em busca de sobrevivência partidária.

Embora tenha flertado com Bezerra Coelho e sofrido desgastes políticos com a bancada após ter se ausentado nas duas votações das denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB), João Fernando Coutinho avalia ficar no PSB. Isso porque, caso ele migre para a oposição, os socialistas ameaçam ocupar a base eleitoral dele, que se concentra, sobretudo, à Mata Sul pernambucana.

Segundo um palaciano, o chefe de gabinete do governador, João Campos, teria pista aberta para entrar na localidade por ser uma região historicamente ligada ao ex-governador Eduardo Campos, pai de João. "Se ele sair, vai sofrer as consequências. Também tem Arcoverde que a prefeita Madalena Britto (PSB) deve votar em Paulo Câmara e em quem ele indicar", afirmou. A estratégia de Fernando, disse a fonte, deverá ser esticar a corda até o limite da janela partidária, em março deste ano.

A mesma tática de adiar a decisão vale para Cadoca. Procurado, ele confirmou que conversou com o governador recentemente, mas disse que ainda não sabe o partido que irá se filiar e nem tem preferências. A escolha será tomada em março, destacou o parlamentar. Cadoca havia ficado na suplência, mas assumiu a cadeira na Câmara após o socialista chamar Sebastião Oliveira (PR) para ser titular da Secretária de Transportes. O deputado federal foi expulso do PDT após ter se alinhado ao governo Temer, que tem apoio de Bezerra Coelho, e votado a favor da reforma trabalhista, mesmo com orientação da sigla contra.

Já o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (sem partido), que se desfiliou no PSB em novembro, e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB) são esperados no PMDB, caso Fernando Bezerra Coelho ganhe o comando do partido. No entanto, o tempo corre contra o senador porque ele só conseguirá avançar nas costuras quando tiver decisão final favorável da Justiça no processo de dissolução do diretório estadual. Bezerra Coelho havia prometido ao presidente nacional da legenda, Romero Jucá, ampliar a bancada da sigla no Congresso, caso tivesse o PMDB nas mãos. Na época, se falava em cerca de seis nomes.