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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Entre a cruz e a espada: Marília Arraes demonstra disposição para o enfrentamento político contra as máquinas do estado e da federação

Por José Portnalli Alencar
Apesar de ainda não existir nenhuma pesquisa realmente oficial sobre o pleito eleitoral para governador (a) de Pernambuco em 2018, três pré-candidatos se movimentaram bastante em 2017 nas tentativas de buscar bases e apoios para a formação dos seus grupos e fortalecimento de palanques em todo estado visando o pleito que ocorrerá no dia 7 de outubro, em primeiro turno, e no dia 28 de outubro, no caso de segundo turno.
Fernando Bezerra Coelho (PMDB) aparece como o candidato mais forte da oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) por contar com a máquina pública federal. Mesmo o presidente Michel Temer (PMDB) ser o político mais rejeitado do Brasil, como todos sabem, ele não mede esforços nem recursos para atingir seus objetivos e botar em prática seus projetos políticos partidários e às conveniências dos aliados. Em Pernambuco, o senador e pré-candidato a governador FBC, é quem representa o presidente através do PMDB. FBC, primeiro venceu uma queda de braço contra o ex-governador Jarbas e o atual vice-governador Raul Henry pelo controle do PMDB no estado, para assim garantir total direcionamento partidário para botar em prática seu projeto político que é um sonho antigo ser governador de Pernambuco. Com o apoio da máquina pública federal, FBC efetivou seu nome como pré-candidato e tem buscado apoios para a sua pré-campanha em todo estado. Está tão motivado que chega a comentar com aliados que vencerá as eleições mesmo com a rejeição do seu padrinho político, o presidente Michel Temer.
Marília Arraes, está convencida que será realmente candidata a governadora por uma indicação do partido dos trabalhadores (PT) nas eleições de 07 de outubro/2018. Ao mesmo tempo vem enfrentando movimentações internamente opostas ao seu projeto dos dirigentes tradicionais do partido, como o senador Humberto Costa e de João Paulo ex-prefeito do Recife, que lançaram o nome do deputado estadual Odacir Amorim também para governo do estado. Deixando claro um racha interno no partido. Diante desse clima, Marília sem contar com estrutura de nenhuma máquina pública, se apega a sua boa relação com às classes populares, a militância partidária e também na possibilidade do ex-presidente Lula apadrinhar sua candidatura.
Paulo Câmara, é candidato naturalmente e por direito a reeleição, seu governo tem sido modesto, mas podemos rotulá-lo de muito diferente dos dois mandatos do ex-governador Eduardo Campos (in memorian) que o colocou no cargo, e sabia fazer política como ninguém. Mesmo com o desgaste e limitação de capital político pessoal, Paulo conta com a estrutura da máquina do estado que tem sido usada pelo PSB afim de angariar apoios e executar a manutenção do poder e prestigio que o cargo oferece.
Certamente surgirá novos nomes ao se aproximar das eleições, mas sabemos que a polarização ficará entre esses três nomes que já plantaram suas sementes e visam o fortalecimento para chegar no período eleitoral com seus nomes competitivos no sentido de obter sucesso nas urnas.
Blog Casa de Abelha