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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Manifestação reúne centrais e movimentos contra reforma da Previdência

Movimentação na Praça do Derby, onde grupo manifesta contra a reforma da Previdência/Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Após concentração na Praça do Derby, na área central do Recife, os manifestantes contra a reforma da Previdência ganharam as ruas da Capital. O grupo segue em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, onde deve dispersar. Diversos movimentos sociais atenderam a convocação da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) e entoam o coro contra as mudanças propostas pelo governo federal. 

Na avaliação do presidente da CUT-PE, Carlos Veras, os protestos da população contra a reforma já surtiram algum efeito. "Temer e os seus aliados fizeram as contas e viram que não têm os votos necessários para aprovar a pauta. A reforma seria votada amanhã, mas muito devido a pressão feita pela sociedade, foi retirada. Quanto mais perto da eleição, mais fica difícil para o governo federal cumprir sua agenda", disse. 

Ainda de acordo com o presidente da CUT, as articulações feitas por Temer para aprovar a reforma a tempo demonstram a preocupação do governo federal em realmente conseguir aprovar a reforma. Para ele, "o que não pode acontecer é a população pagar a conta do impeachment".

Até o momento poucos políticos circulam pela praça do Derby, sendo registradas as presenças apenas os vereadores Ivan Moraes (PSOL), Marília Arraes (PT), além do ex-deputado federal Paulo Rubem (PSOL). Apesar da pouca adesão ao movimento nesta tarde, o vereador da Cidade do Recife avalia que a população está cumprindo seu papel e que essas manifestações são o modo mais acertado de mostrarem sua insatisfação com a reforma. "A classe política precisa ser pressionada, já está provado que o Congresso não nos representa. O Brasil todo precisa se unir", afirmou Moraes. 

Na avaliação da vereadora Marília Arraes, não cabe a classe política recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir revogação da decisão do Congresso Nacional caso a reforma seja aprovada. "Sou contra a judicialização da política", afirmou. Segundo ela, também não é possível estimar se a reforma vai ser votada na semana que vem.

Via Folha PE