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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Candidatura de Marília Arraes sofre resistência interna no PT

Vídeo que está circulando nas redes sociais, gravado ontem na plenária que o PT realizou no Recife, mostra a divisão no PT com relação a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes ao governo do Estado, pelo PT. Ela não esboça reação ao militante que disse que apenas os ex-prefeitos João Paulo e João da Costa representavam o partido, com seus 12 anos de gestão a frente da Prefeitura da Cidade do Recife. O militante disse que a candidatura era uma brincadeira e colocava o seu nome para representar o movimento negro.

O encontro partidário aconteceu no sábado (18), englobando Recife e Região Metropolitana. O local dos debates foi a Rua Bispo Cardoso Ayres, 111, Boa Vista. Participaram do encontro, além do presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro, o senador Humberto Costa, entre outras lideranças petistas, como o ex-prefeito João da Costa.

As plenárias estão cobrindo diversas regiões do estado e têm sido promovidos em cidades polo, com a proposta de fazer discussões tanto políticas quanto organizativas do partido.

“Visam ao enfrentamento da atual conjuntura, com o agravamento de problemas em razão do golpe, além do fortalecimento do protagonismo do PT na construção de um projeto para Pernambuco, na disputa de 2018, conforme a resolução aprovada pelo Diretório Estadual por unanimidade em julho de 2017”, diz o partido.

Durante encontro do partido em Serra Talhada, o nome de Marília Arraes foi defendido como opção. No começo de novembro, Carlos Veras, presidente da CUT e pré-candidato a deputado federal, disse não ser contra a política de alianças, mas citou que a coligação da última eleição estadual prejudicou o PT que hoje não tem nenhum representante na Câmara Federal.

“Pela fragilidade do Governo Paulo Câmara, e pelo voto do PSB a favor impeachment, então o melhor caminho será a candidatura própria”, disse.

Questionado no interior sobre a possível aliança do PT com o PMDB em 8 estados para a eleição de 2018, o presidente da Fetape, Doriel Barros, disse que o partido do presidente Temer não o surpreendia.

“Surpresa mesmo foi o PSB de Pernambuco, estado que mais recebeu do Governo Lula e mesmo diante das acusações contra o ex-presidente, não publicou uma só nota de solidariedade”, disse.