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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Lula diz a Moro que descartou comprar terreno para instituto na primeira visita


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem (13), em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que descartou comprar o terreno em São Paulo para sediar o Instituto Lula quando visitou o local pela primeira vez. Ele também disse que paga aluguel pela cobertura vizinha ao apartamento onde mora em São Bernardo do Campo (SP).

Os dois imóveis são peças centrais da segunda ação penal a que o petista responde no âmbito da Operação Lava Jato, e que levou à necessidade do depoimento prestado nesta quarta-feira. Foi o segundo depoimento de Lula a Moro.

No depoimento, prestado em Curitiba, o ex-presidente explicou a Moro as razões pelas quais considerou o terreno inadequado para o instituto. “Primeiro, porque era numa área perto do aeroporto, que não é visitada e onde não transita o povo de São Paulo. Segundo, porque era um prédio inadequado, velho, que precisaria ser demolido se fosse adquirido. Como nós decidimos não adquirir, fomos procurar um lugar mais adequado, onde transita realmente o povo de São Paulo, que é ali próximo da Estação da Luz na Cracolândia”, contou.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Odebrecht adquiriu o terreno para Lula como compensação pelos benefícios recebidos em contratos com a Petrobras. O ex-presidente disse a Moro que não tinha conhecimento do envolvimento da empreiteira, do advogado Roberto Teixeira, do pecuarista José Carlos Bumlai ou de Glauco Costamarques, primo de Bumlai, nas tratativas pelo imóvel.

“A única pessoa que falou comigo desse prédio foi o presidente do instituto, chamado Paulo Okamotto. (…) Eu fui uma única vez, cheguei lá e a primeira coisa que eu vi foi o seguinte: não interessa, é inadequado, não é uma zona onde pode frequentar muita gente”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil