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sábado, 16 de setembro de 2017

Fome volta a crescer no Brasil e no mundo


Uma mazela antiga volta a nos assombrar: a fome. Relatório divulgado ontem pela FAO (Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura) e outras quatro agências da ONU, em Roma, informa que temos hoje no mundo 815 milhões de pessoas passando fome — é gente demais: 11% da população mundial, e o equivalente ao número de habitantes dos Estados Unidos e da União Europeia, juntos. Em 2015 eram 777 milhões nessa situação. É a primeira vez, desde 2003, que a fome torna a aumentar no mundo. 

Para quem pensa que a elevação se verificou apenas em países africanos atingidos por mudanças climáticas e nações em cujo território há conflitos armados, o conteúdo do relatório mostra que não é bem assim — a fome voltou a crescer também na América do Sul, região que na última década vinha sendo apontada como exemplo de sucesso na erradicação do problema. 

Em 2000 a taxa na América do Sul era de 12,2%. De lá para cá houve um acentuado progresso, e em 2013 o índice havia sido reduzido para 4,7%. A partir de então o percentual começou a subir novamente. Chegou a 5% em 2015; no ano seguinte bateu em 5,6%. Ou seja, os indicadores são de uma escalada. “Existem sinais de que a situação pode estar se deteriorando, principalmente na América do Sul”, afirma trecho do estudo. O diretor-geral da FAO, José Graziano, referiu-se de forma crítica a “governos sul-americanos” que estariam cortando proteções sociais para resolver problemas fiscais. A afirmação pareceu uma crítica velada a países como o Brasil, que tem adotado políticas com este fim. Graziano é ex-ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em 2000 a taxa na América do Sul era de 12,2%. De lá para cá houve um acentuado progresso, e em 2013 o índice havia sido reduzido para 4,7%. A partir de então o percentual começou a subir novamente. Chegou a 5% em 2015; no ano seguinte bateu em 5,6%. Ou seja, os indicadores são de uma escalada. “Existem sinais de que a situação pode estar se deteriorando, principalmente na América do Sul”, afirma trecho do estudo. O diretor-geral da FAO, José Graziano, referiu-se de forma crítica a “governos sul-americanos” que estariam cortando proteções sociais para resolver problemas fiscais. A afirmação pareceu uma crítica velada a países como o Brasil, que tem adotado políticas com este fim. Graziano é ex-ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo Graziano, países da América do Sul montaram redes de apoio social enquanto houve crescimento econômico, mas, com a crise, elas foram — ou estão sendo — desmontadas. “Era para ter feito o contrário. Mas alegaram que não tinham condições econômicas para fazer isso”, disse ele. O retorno da fome é um atestado de fracasso intolerável não só para este ou aquele país atingido, mas para toda a humanidade. 

Via PE Notícias